Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em queda de 12 cents por bushel, a U$ 15,70/março neste momento, manhã de terça-feira. Depois de ganhos em 10 das últimas 11 sessões, que resultou em alta de 12%, o mercado se mostra vulnerável a vendas técnicas, notadamente por parte de especuladores.
– De qualquer maneira, os principais fundamentos (oferta restrita com a acentuada quebra da safra sul-americana, demanda firme e petróleo em alta), permanecem positivos, dando sustentação aos preços.
– Os participantes também procuram ajustar as carteiras para receber o relatório de oferta e demanda de fevereiro, que será apresentado pelo USDA nesta quarta-feira. Analistas aguardam a produção do Brasil em 133,0MT e a da Argentina, em 44,2MT. Tais expectativas indicam que os cortes neste relatório devem ficar bem aquém daqueles observados em campo.
– Com a drástica redução da oferta, combinado com demanda vigorosa, a pressão vai para os estoques finais, tanto norte-americanos (já que aumentará a demanda local), quanto mundiais, que deverá se situar ao redor de 90,0MT.
– Prêmios nos portos brasileiros são indicados entre 120/150 no mercado spot e entre 115/140 para março. Apesar de certo recuo, os prêmios, ainda considerados altos, refletem a retração do produtor, que vê a dimensão das perdas no campo já consolidadas; além disto, o produtor se mantém focado na entrega dos contratos negociados antecipadamente e vive a expectativa de preços ainda mais altos nas próximas semanas.
– Indicações de compra entre R$ 193,00/194,00 no oeste do estado e entre R$ 198,00/200,00 em Paranaguá – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera em queda de 3 a 4 pontos, cotada a U$6,32/março, neste momento. A última sessão encerrou com ganhos entre 14 e 15 pontos nos principais vencimentos. Mercado se posiciona frente ao relatório mensal de oferta e demanda (WASDE) que será divulgado amanhã.
– Em relação ao relatório, a expectativa do mercado é de redução nos estoques finais de milho norte americano na ordem de 0,5MT, para algo como 38,5MT.
– Os estoques finais globais são esperados em 300,3MT, ante 303,01MT previstos em janeiro.
– A produção brasileira de milho também é esperada que queda, de cerca de 2,0MT, para 113,0MT.
– A produção de milho da Argentina é outra que deve sofrer novos cortes. O mercado aguarda algo como 52,1MT, ante 54,0MT de janeiro.
– De acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado, a colheita de milho verão chega a 25,9% em nível de Brasil, ante 18,3% de mesma data do ano passado. As coletas chegam a 57,9% no Rio Grande do Sul, 39% em Santa Catarina, 17,2% no Paraná, 6,3% em São Paulo e 0,3% em Goiás/Distrito Federal.
– Ainda segundo a agência Safras, a comercialização antecipada da safrinha/22 atinge 22,4% em território nacional, contra 32% do mesmo período da estação anterior. Por estado, a comercialização chega a: 34,6% no Mato Grosso, 22,8% em Mato Grosso do Sul, 20,9% em Goiás/Distrito Federal, 9,9% no Paraná, 4,9% em São Paulo e 2,7% em Minas Gerais.
– Indicações de compra na faixa entre R$ 96,50/97,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 88,00/89,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – O dólar opera em leve alta neste momento, a R$ 5,27. Ontem fechou em R$ 5,252 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).