Comentário de Mercado

SOJA – Depois de uma breve pausa no pregão de ontem, quando houve queda de 12 cents, os preços da soja voltam a operar em alta nos futuros de Chicago – neste momento, manhã de quarta-feira, com ganhos de 11 cents, a U$ 15,80/março.
– O pano de fundo, que segue promovendo sustentação para os preços, é a gravidade da quebra da safra sul-americana. Na jornada de hoje, porém, o mercado dará atenção especial para os números do relatório de oferta e demanda de fevereiro, que o USDA divulgará logo mais, à tarde. Toda a expectativa recai sobre intensidade dos cortes que o Departamento de Agricultura dos EUA fará em relação às colheitas de Brasil, Argentina e Paraguai.
– Analistas ouvidos por agências de notícias aguardam a produção do Brasil em 133,0MT, corte de 6,0MT em relação ao mês passado, e a da Argentina, em 44,2MT, baixa de 2,4MT no comparativo com janeiro. Tais expectativas indicam que, neste relatório, os cortes de produção devem ficar bem aquém daqueles observados em campo.
– Com a drástica redução da oferta, num período de demanda firme, a pressão irá recair sobre os estoques finais, que devem se situar, em níveis globais, ao redor de 90,0MT, na projeção para o final da temporada.
– O consumo global é outro ponto de atenção. Em janeiro, o USDA estimou em 374,9MT, cortando pouco mais de 2,0MT sobre janeiro. No ano passado, o consumo mundial alcançou 362,8MT. A perspectiva de aumento do consumo da ordem de 3,3% de um ano para o outro, com certeza será revista para baixo.
– O DERAL informa que a colheita no Paraná chega a 15%. A produção está estimada em 12,8MT, ante 21,0MT previstas incialmente e 19,8MT da temporada passada.
– Prêmios nos portos brasileiros são indicados entre 135/160 no mercado spot e entre 120/130 para março. Prêmios firmes refletem a retração do produtor, que vê a dimensão das perdas no campo já consolidadas; além disto, o produtor se mantém focado na colheita e na entrega dos contratos negociados antecipadamente e, por certo, vive a expectativa de preços ainda mais altos no decorrer.
– Indicações de compra entre R$ 194,00/196,00 no oeste do estado e entre R$ 198,00/200,00 em Paranaguá – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera em alta de 2 a 4 pontos, cotada a U$6,36/março, neste momento. Ontem, houve perdas de 3 pontos nos principais vencimentos. Os olhares globais ainda seguem voltados para o clima na América do Sul; mas, hoje, todo o mercado está na expectativa pelo relatório mensal de oferta e demanda (WASDE), que será divulgado à tarde.
– Em relação ao relatório, a expectativa do mercado é de redução nos estoques finais de milho norte americano na ordem de 0,5MT, para algo como 38,5MT.
– Os estoques finais globais são esperados em 300,3MT, ante 303,01MT previstos em janeiro.
– A produção brasileira de milho também é esperada que queda, de cerca de 2,0MT, para 113,0MT.
– A produção de milho da Argentina é outra que deve sofrer novos cortes. O mercado aguarda algo como 52,1MT, ante 54,0MT de janeiro.
– Segundo a ANEC, o brasil deverá exportar 0,52MT de tons de milho em fevereiro/22, contra 0,50MT embarcadas em fevereiro do ano passado. Em 2022, as exportações já somam 2,74MT.
– De acordo com o DERAL, a colheita de milho no PR chega a 19%. A área semeada é 18% maior neste ano em relação ao ano passado. A produção é estimada em 2,72MT, 13% abaixo das 3,11MT colhidas na safra verão anterior. A condição das lavouras melhorou nas últimas semanas, e são classificadas em: 40% boas, 36% regulares e 24% ruins.
– Indicações de compra na faixa entre R$ 96,50/97,50 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 88,00/89,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – O dólar opera estável neste momento, em linha com o fechamento de ontem, a R$ 5,26. (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).