Comentário de Mercado

SOJA – Os preços da soja operam em baixa nos futuros de Chicago, 15 cents, a U$ 15,68/março, neste momento, manhã de segunda-feira. Na semana passada, depois de romper os U$ 16,00, fundos e especuladores se posicionaram mais vendedores, impondo certa resistência para novos avanços.
– Também, na sexta-feira, circularam rumores de que compradores chineses teriam trocado o embarque de dois navios em portos brasileiros por produto norte-americano.
– De qualquer maneira, os preços registraram ganhos da ordem de 2% na semana passada, que foi marcada pelos relatórios de oferta e demanda do USDA (que não trouxe maiores novidades) e pelo relatório mensal de safra da CONAB (que promoveu um corte expressivo de 15,0MT na colheita brasileira de soja, prevista agora em 125,5MT).
– As perdas na América do Sul seguem no centro do debate formador do preço. Os levantamentos do próximo mês devem trazer mais ajustes, sobretudo para a safra da Argentina. O aumento da demanda pelo produto norte-americano é outro elemento positivo para os preços.
– A colheita da safra brasileira chega a 25,6%, ante 7,1% da mesma época do ano passado e 16,2% de média histórica. O levantamento é da consultoria Safras & Mercado. No MT, os trabalhos estão concluídos em 60%; no MS, 21%: em GO, 23%, no PR, 21%; na BA, 10%; em MG, 8% e no RS, 0,5%.
– A consultoria Safras reduziu para 127,0MT a previsão para a produção brasileira de soja, ante 144,0MT estimadas inicialmente. Para a Argentina, a consultoria prevê colheita de 42,0MT, ante 49,0MT projetadas no início da temporada.
– Em outro levantamento, Safras & Mercado informa que a comercialização da safra brasileira chega a 44,1%, ante 59,8% da mesma época do ano passado e 43,6% de média histórica. Para a temporada 2022/23, o índice de comercialização antecipada chega a 5,8%.
– Prêmios nos portos brasileiros se mantêm firmes mesmo em pleno período de colheita e são indicados entre 130/155 no mercado spot e entre 95/115 para março, refletindo a retração do produtor diante da intensidade das perdas no campo; além disto, o produtor se mantém focado na colheita e na entrega dos contratos negociados antecipadamente.
– Indicações de compra entre R$ 187,00/189,00 no oeste do estado e entre R$ 192,00/193,00 em Paranaguá – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera em queda de 3 pontos, cotada a U$6,47/março, neste momento. Na última sessão, houve ganhos entre 9 a 10 pontos nos principais vencimentos. Na semana anterior, a posição março teve ganhos de quase 5%.
– A perspectiva de invasão da Rússia na Ucrânia elevou novamente os preços do petróleo, que chegou a ser negociado a U$ 96,00 e vem sustentando os preços do milho.
– A partir de março, as atenções do mercado se voltam para a intenção de plantio norte-americano. Inicialmente se fala em redução de área de milho e aumento da área de soja.
– De acordo com a EMATER, a quebra da safra de milho no RS chega a 55%. A produção deve ficar em 2,7MT, ante 6,1MT previstos inicialmente.
– No MT, o IMEA estima que 57,1% do milho safrinha no estado já foi plantado, ante 42% da semana prévia e 20,9% do mesmo período no ano anterior.
– No mercado interno, as atenções se voltam para o clima, com foco no plantio e desenvolvimento do milho safrinha. Para os próximos dias, as previsões indicam poucas ou praticamente nenhuma chuva para o interior do PR.
– Indicações de compra na faixa entre R$ 96,50/97,50 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 89,00/90,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – O dólar opera em queda neste momento, cotado a R$5,21. Na sexta, fechou em R$5,244 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).