Comentário de Mercado

SOJA – Depois de várias sessões marcadas por vendas técnicas e perdas entre 60 e 70 cents em relação ao melhor momento atingido na semana passada, os preços da soja buscam recuperar-se em Chicago. Neste momento operam com alta de 12 cents, a U$ 15,64/março.
– O mercado volta seu olhar para os fundamentos, notadamente para a estiagem que assola extensas regiões da América do Sul, que deve reduzir a oferta mundial em cerca de 35,0MT.
– Além da estiagem, o plantio de soja na Argentina ficou 4% abaixo da estação anterior, em 16,3 milhões de hectares. A produção é estimada por analistas da consultoria Safras & Mercado em 40,0MT, queda de 15% sobre a temporada anterior.
– Mesmo nestes dias de mercado mais fraco, os transtornos climáticos sempre estiveram presentes, promovendo suporte. Nuances negativas num momento de mercado francamente positivo também são recorrentes em razão da atuação de investidores e especuladores.
– Certo alívio com o avanço nas negociações entre OTAN e Rússia também acabou influenciando negativamente os preços do petróleo, que caiu 3,5% na jornada anterior, bem como do milho e do trigo.
– Internamente, os preços cederam nos últimos dias em linha com as perdas na CBOT e no câmbio. Com isto, as negociações voltaram a ficar totalmente travadas. Os produtores seguem focados na colheita, preocupados em liquidar os contratos negociados antecipadamente, bem como no plantio do milho safrinha. As perspectivas de preços firmes pela frente é outra razão que deixa o mercado lento – o que influencia positivamente os prêmios.
– A tendência para hoje é de indicações em elevação, sobretudo pela reação observada em Chicago. Prêmios seguem firmes, cotados no spot entre 135/160 e para março, entre 95/110. – Indicações de compra entre R$ 188,00/190,00 no oeste do estado e entre R$ 193,00/195,00 em Paranaguá – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque. Negócios pontuais para indústrias locais chegam a ter preços entre R$ 3,00/4,00 por saca acima da paridade de exportação.

MILHO – Contratos futuros são negociados em alta de 3 cents, neste momento, a U$ 6,41/março. Ontem, preços recuaram 17 cents nos principais vencimentos, quando pesou a perspectiva de continuidade da oferta do leste europeu diante da redução das tensões entre Rússia e OTAN.
– No Paraná, informa o DERAL, a colheita do milho verão chega a 26%. A produção é estimada em 2,73MT, queda superior a 40% em relação às projeções iniciais. No verão passado a produção foi de 3,12MT.
– Enquanto isto, o plantio da safrinha alcança 29%, com área estimada em 2,58MH e produção esperada em 15,2MT. Na safrinha anterior a colheita ficou em 5,74MT.
– De maneira geral, o volume ofertado vem aumentando nos últimos dias; os preços se acomodaram e até se enfraqueceram em muitas regiões. Além de produto novo, existe bons volumes remanescentes da safrinha do ano passado vindo a mercado. Indicações de compra na faixa entre R$ 96,00/97,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 89,00/90,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Dólar opera em leve queda neste momento, cotado a R$5,17. Ontem, fechou em R$5,181 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).