Comentário de Mercado

SOJA – Os preços da soja seguem em alta nos futuros de Chicago nesta manhã de quarta-feira, mais 15 cents, a U$ 16,50/março. Ontem, houve ganhos superiores a 30 cents na retomada dos negócios da semana. O mercado vive o melhor momento em oito meses.
– O cenário segue em alta diante de variáveis fundamentais positivas: a principal delas é a quebra acentuada da produção da América do Sul; mas, também entram nesta conta, demanda firme, petróleo em alta e aumento das tensões no Leste Europeu.
– Em relação ao Leste Europeu, um acirramento do conflito poderá interromper o fluxo de grandes volumes de milho e trigo daquela região para outros países – que se verão na necessidade de buscar abastecimento em outros pontos de cultivo. Ontem, o trigo subiu quase 6% e o milho, 3%.
– A demanda prelo produto norte-americano segue firme. Na semana passada foram reportadas vendas de quase 3,0MT incluindo operações para esta e para a próxima temporada. Ontem, o USDA informou ter inspecionado o embarque de 0,98MT na última semana. Na temporada, os embarques somam 39,8MT, ante 51,1MT do mesmo período do ciclo passado.
– Levantamento da CONAB indica que a colheita da safra brasileira de soja chega a 33%, ante 15,5% da mesma semana do ano passado.
– No mercado doméstico, o ritmo dos negócios segue lento. Os produtores se mantêm focados na colheita, preocupados na entrega dos contratos negociados antecipadamente, bem como no plantio do milho safrinha. A continuidade das boas perspectivas de preços é outra razão que deixa o mercado em lentidão.
– Formação do preço doméstico é limitada pela queda do câmbio; porém, além da CBOT, os prêmios seguem firmes, cotados no spot entre 130/160, entre 120/130 para abril. Indicações de compra entre R$ 194,00/196,00 no oeste do estado e entre R$ 198,00/200,00 em Paranaguá – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque. Negócios pontuais para indústrias locais chegam a ter preços entre R$ 2,00/4,00 por saca acima da paridade de exportação.

MILHO – Os contratos futuros na CBOT são negociados em queda de 2 a 3 cents, neste momento, a U$ 6,72/março. Ontem, o mercado atingiu o maior patamar desde julho de 2021 e fechou com alta de 20 pontos nos principais vencimentos devido ao aumento nas tensões entre Rússia e Ucrânia.
– De acordo com a CONAB, o plantio de milho safrinha em território nacional chega a 46,4%, ante 35% da semana anterior e 20% de mesma data no ano passado.
– Segundo o DERAL, a colheita de milho verão no Paraná atinge 38%. Mesmo com aumento de 18% na área, a produção ficará aquém do volume registrado na safra verão da temporada passada, estimada em 2,72MT, contra as 3,11MT. Contudo, as condições das lavouras ainda no campo tiveram leve melhora em relação à semana anterior e são classificadas em: 42% boas, 36% regulares e 22% ruins.
– Ainda, segundo o DERAL, o plantio da safrinha chega a 36% no Paraná. A área é projetada com aumento de 2% em relação a temporada passada. A produção é esperada em 15,2MT, ente 5,73MT colhidas na safrinha/21.
– De maneira geral, o volume ofertado vem aumentando nos últimos dias, com a aceleração da colheita, mas, também, com a chegada ao mercado de lotes ainda remanescentes da safra velha. Nos últimos dias, os preços se acomodaram e até se enfraqueceram em muitas regiões. Indicações de compra na faixa entre R$ 95,00/96,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 89,00/90,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Dólar segue em queda, cotado, neste momento, a R$5,03. Ontem, fechou em R$5,051 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).