Comentário de Mercado

SOJA – Os preços da soja operam em alta na CBOT, mais 13 cents, a U$ 16,73/maio, neste momento, manhã de terça-feira. Ontem, depois de operar com quase 40 cents de alta, os preços perderam força e fecharam praticamente zerados.
– O mercado segue extremamente volátil, refletindo, primariamente, as perdas na América do Sul e, também, as consequências da guerra na Ucrânia. O petróleo registra alta de 4% no mercado internacional, cotado a U$ 127,00 por barril; ontem chegou a ultrapassar a marca de U$ 130,00. O trigo chegou ao maior patamar desde 2008; o milho ao maior nível desde 2012.
– O mercado também buscar ajustar as carteiras para o relatório de oferta e demanda de março, que será apresentado pelo USDA nesta quarta-feira. Consultores ouvidos por agências de notícias esperam um novo e acentuado corte na colheita brasileira, para 128,2MT, ante 134,0MT do mês passado e 138,0MT do ano anterior. Para a Argentina é esperado redução de pelo menos 2,0MT, para 42,9MT. Os estoques finais dos EUA devem sofrer acentuada redução, para algo como 7,3MT. Enquanto isto, os estoques finais do mundo devem se situar abaixo de 90,0MT.
– Internamente, a movimentação de negócios segue lenta, mesmo com preços bastante atrativos. A preocupação está centrada na aceleração da colheita e na implantação da safrinha de milho, num cenário de preços firmes e perspectivas de novas altas. No mercado spot, os prêmios são indicados entre 190/210.
– Indicações de compra entre R$ 201,00/202,00 no oeste do estado e entre R$ 206,00/207,00 em Paranaguá – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – Os contratos futuros na CBOT são negociados em baixa de 11 cents neste momento, a U$ 7,40/maio. Ontem, pregão fechou com perdas nos vencimentos curtos e com ganhos nas posições mais alongadas.
– Amanhã será divulgado, pelo USDA, o relatório mensal de oferta e demanda (WASDE). A grande expectativa é para a produção sul-americana. Estes números prévios são uma média das estimativas de analistas:
* Brasil: produção de milho é esperada em 112,9MT, ante 114,0MT do relatório de fevereiro e 87,0MT da safra 2020/21;
* Argentina: produção esperada em 52,0MT, contra 54,0MT do report do mês passado e 51,5MT da safra passada;
* Mundo: Estoques finais em queda de 3,0MT em relação ao relatório do mês anterior, esperado em 299,6MT. EUA, também há tendência de queda nos estoques finais.
– Segundo agência Safras & Mercado, a colheita de milho verão no Brasil chega a 44,8%, contra 44,1% de período equivalente no ano passado e 39,8% de média dos últimos 5 anos. Por estado, os percentuais são: RS, 73,4%; SC, 59,2%; PR, 46,8%; SP, 34,3%; e MG, 14,1%.
– De acordo com o IMEA, a área de milho no Mato Grosso deverá alcançar 6,3 milhões de hectares, aumento de 7,9% em relação à temporada anterior e 0,4% maior do que o último levantamento. Este incremento se deve a melhora nos preços internacionais e à possibilidade de semeadura dentro da janela ideal.
– No mercado doméstico, mais compradores estão vindo a mercado diante do aumento de preços e, em alguns casos, diante da viabilidade de novos negócios na exportação. Por esta razão, o volume ofertado tende a se escassear novamente. O produtor poderá recuar das vendas e aguardar uma melhor avaliação do cenário, já que os preços de exportação se apresentam em forte alta em razão dos ganhos observados na CBOT nos últimos dias.
– Indicações de compra na faixa entre R$ 102,00/104,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 108,00/110,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Dólar opera em R$5,07 neste momento. Na última sessão, fechou em R$5,079 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).