Comentário de Mercado

SOJA – Os preços da soja seguem a escalada de alta nos futuros de Chicago, com mais 15 cents neste momento, a U$ 17,05/maio. O mercado segue focado nos desdobramentos do conflito no leste europeu, na forte alta do petróleo e demais commodities e na expressiva alta do mercado acionário da Europa.
– Os participantes também atuam para ajustar as carteiras para o relatório de oferta e demanda de março, que será apresentado pelo USDA logo mais, à tarde. No comparativo com fevereiro, o mercado espera um corte de 6,0MT na colheita brasileira, para algo como 128,2MT. Para a Argentina é esperado redução de pelo menos 2,0MT, para 42,9MT. Enquanto isto, os estoques finais dos EUA devem sofrer acentuada redução, esperados em 7,3MT, e os estoques finais do mundo devem se situar abaixo de 90,0MT.
– O relatório deverá trazer ajustes bastante dilatados, refletindo o aprofundamento da quebra de safra sul-americana e, também, o deslocamento da demanda, que, em alguma medida, irá flutuar de uma região para outra.
– Desde o início deste ano, as principais commodities sofreram altas expressivas e generalizadas. Na Bolsa de Chicago, a soja subiu 25%; o milho, 27% e o trigo, 70%. Os subprodutos, óleo de soja aumentou 36% e farelo, 18% no mesmo período. Ao mesmo tempo, o petróleo subiu cerca de 55% e o minério de ferro, 30% nos mercados internacionais.
– Levantamento da Emater, indica que a produção de soja no estado do Rio Grande do Sul deverá ficar na faixa de 9,5MT, com quebra superior a 50% em relação às estimativas iniciais. É a menor produção deste a safra 2011/12, quando a colheita rendeu apenas 6,5MT.
– Internamente, a movimentação de negócios apresenta alguma melhora em face da alta de preços; porém, a acentuada quebra de safra impõe um ritmo bem aquém daquele verificado em anos anteriores. A preocupação segue centrada na aceleração da colheita, na liquidação de contratos negociados antecipadamente e na implantação da safrinha de milho, num cenário de preços firmes e perspectivas de novas altas. No mercado spot, os prêmios são indicados entre 190/210.
– Indicações de compra entre R$ 203,00/205,00 no oeste do estado e entre R$ 209,00/210,00 em Paranaguá – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – Os contratos futuros na CBOT são negociados em baixa de 6 cents neste momento, a U$ 7,46/maio. Ontem, pregão fechou com pequenos ganhos no vencimento/maio e levemente negativo nos meses mais distantes.
– Hoje será divulgado, pelo USDA, o relatório mensal de oferta e demanda (WASDE). O foco está centrado nos números para a safra sul-americana. Analistas esperam a produção brasileira de milho em 112,9MT, ante 114,0MT do relatório de fevereiro e 87,0MT da safra 2020/21. Para a Argentina, a colheita é esperada em 52,0MT, contra 54,0MT do report do mês passado e 51,5MT da safra passada. Enquanto isto, os estoques finais mundiais devem cair cerca de 3,0MT em relação ao relatório do mês anterior, esperados em 299,6MT. Os EUA também devem ter estoques mais apertados.
– De acordo com o DERAL, a colheita de milho verão no PR chega a 64%. A área cultivada é 17% maior em relação a do ano anterior, totalizando 434,2 mil de hectares. A produção é estimada em 2,76MT, ante 3,16MT produzidas da safra verão 20/21. O plantio da safrinha chega a 69%.
– A Conab indica que o plantio da safrinha, no centro sul, chega a 74,8%, ante 54,1% da mesma época do ano passado. A colheita da safra de verão alcança 26,1%.
– Depois da arrancada nos preços verificada nos últimos dias, compradores e vendedores se mostram mais acomodados e o mercado fica mais lento. Novos negócios no segmento externo foi a motivação para as altas apuradas desde meados da semana passada. O volume ofertado tende a ficar mais escasso, uma vez que muitos produtores preferem aguardar uma melhor avaliação do cenário diante da evolução dos preços internacionais.
– Indicações de compra na faixa entre R$ 102,00/103,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 108,00/110,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Dólar opera em R$ 5,03 neste momento. Na última sessão, fechou em R$5,050 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).