Comentário de Mercado

SOJA – Os preços da soja na CBOT operam em recuperação nesta manhã de quarta-feira, alta de 16 cents, a U$ 16,75/maio. Fundos e investidores voltam a apostar em compras, focados na intensidade das perdas na América do Sul. Farelo e óleo também registram ganhos. Ontem houve perdas de 11 cents, com pressão clara do petróleo, que cedeu 6% e fechou abaixo de U$ 100,00/barril.
– Além disto, o lockdown em diversas cidades chinesas também contribui para pressionar os mercados ou para limitar ganhos. Cerca de 30 milhões de pessoas estão isoladas e o número de novos caso de covid já passa de 5 mil. As autoridades sanitárias têm adotado medidas extremamente rigorosas no combate à doença. Por esta razão, o fluxo de mercadoria em alguns portos está prejudicado, bem como outras atividades econômicas. No caso da soja, isto concorre para limitar o volume de importações.
– O governo argentino descartou a possibilidade de aumento das “retenciones” para milho, soja e trigo. Porém, argumentando a alta dos preços domésticos por causa da guerra no leste europeu, estuda o aumento dos tributos para farelo e óleo de soja, os dois produtos mais expressivos na pauta de exportações do país.
– No mercado interno, os preços tendem a ganhar força com a retomada dos preços na bolsa norte-americana e prêmios em alta. Porém, neste início de jornada, a queda do dólar limita os ganhos. Devido à quebra de safra, a movimentação de negócios é considerada baixa e assim deve seguir ao longo da estação. A preocupação segue centrada na colheita, na liquidação de contratos negociados antecipadamente e na implantação da safrinha de milho. No mercado spot, os prêmios são indicados entre 165/200.
– Indicações de compra entre R$ 202,00/203,00 no oeste do estado e entre R$ 207,00/209,00 em Paranaguá – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – Os contratos futuros na CBOT são negociados em queda de 5 cents neste momento, a U$ 7,53/maio. As perdas são atribuídas ao avanço das negociações entre Ucrânia e Rússia que podem pôr um fim ao conflito e permitir a normalização das exportações de trigo e milho pelos portos do Mar Negro e Azov. Ontem, mercado fechou com alta de 9 pontos.
– De acordo com o DERAL, a colheita de milho verão no PR chega a 75%. A área é 17% maior em relação ao ano anterior, ficando em 434,2 mil hectares. A qualidade das lavouras é classificada em: 50% boas, 35% regulares e 15% ruins. A estimativa de produção é de 2,76MT para a safra verão no estado, 11% abaixo da colheita passada.
– Ainda segundo o DERAL, o plantio de milho safrinha no estado chega a 87%. A área é estimada com aumento de 5% no comparativo com o ano anterior. As condições das lavouras são: 90% boas, 9% regulares e 1% ruins; se encontram nas fases de: 22% em germinação; 75% em crescimento vegetativo e 3% em floração. A produção está prevista em 15,5MT, 170% acima da colheita registrada na temporada passada.
– Depois da arrancada nos preços verificada nas últimas duas semanas, compradores e vendedores se mostram mais acomodados e o mercado está mais lento. Negociações no segmento externo foi a motivação para as altas recentes, diante do expressivo aumento dos preços na Bolsa de Chicago.
– Indicações de compra na faixa entre R$ 101,00/102,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 108,00/110,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.

CÂMBIO – Dólar opera em queda neste momento, a R$ 5,13. Ontem fechou em R$5,16. Gastos públicos em alta e aumento das taxas de juros nos EUA podem dar suporte ao dólar; por outro lado, o COPOM deve elevar a taxa Selic em um ponto percentual, para 11,75% e contrabalançar esta corrida. (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).