Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em ligeira alta nesta manhã de terça-feira, a U$ 8,39/julho, depois de duas sessões em queda e perdas superiores a 15 cents. Ontem o recuo foi de 13 cents. Desde o início do ano, as perdas sobre julho se acumulam em 13%.
– O plantio da safra norte-americana avançou de forma surpreendente na última semana, chegando a 23%, ante5% da mesma data do ano passado e 11% de média histórica. Na semana houve avanço de 15 pontos (USDA).
– Aumentam as tensões entre EUA e China. Além das questões comerciais, os EUA alegam que a China não deu a devida importância no controle da epidemia, nem comunicou aos órgãos internacionais de saúde a gravidade da situação logo de início. Temas geopolíticos e financeiros ajudam a agravar as disputas.
– O mercado segue inundado por incertezas sobre a profundidade das perdas econômicas deixadas pelo avanço da pandemia do coronavírus. Isto terá reflexos sobre a demanda de commodities em geral, inclusive alimentares.
– Com a colheita praticamente concluída, os preços no Brasil seguem em níveis nominais recordes, postados na disparada do dólar e na firmeza dos prêmios de exportação. Indicações de compra na faixa entre R$ 100,00/101,50 no oeste do estado e entre R$ 106,00/108,00 em Paranaguá – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera em leve alta nesta manhã de terça-feira, a U$ 3,17/julho. A BMF opera em R$ 48,30 (+0,62%).
– CBOT esboça certa reação após dois pregões consecutivos de queda; porém, devido à boa evolução no plantio nos campos do Meio Oeste, combinado com menor demanda, os ganhos tendem a ser limitados.
– De acordo com o USDA, o plantio dos EUA segue a todo vapor, com 51% da área já semeada; no ano passado, na mesma época, o índice era de 21% e, na média histórica, de 39%.
– Os EUA sofrem com desgastes nas relações sino-americanas. Com isto, os investidores atuam de forma cautelosa e não apostam em altas no curto prazo.
– Contrariamente, no Brasil as lavouras são castigadas pelo clima desfavorável, o que dá sustentação ao mercado, notadamente para os preços domésticos.
– As chuvas esperadas são esparsas e de baixa intensidade, o que pode agravar a situação da estiagem. Ademais, as previsões indicam a possibilidade de geadas nas porções mais ao sul da região de cultivo no final desta semana.
– Ainda no mercado interno, as preocupações climáticas se avolumam. Cortes na produção já são dados como certos e começam a ser dimensionados. Com isto, os vendedores se retraem e já é percebida certa movimentação positiva dos preços.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre 44,00/45,00.
CÂMBIO – Opera em ligeira baixa a R$ 5,52. (Granoeste – Camilo – Stephan).