Comentário de Mercado

SOJA – Chicago trabalha estável nesta manhã de quinta-feira, a U$ 8,40/julho. O ambiente é mais positivo, depois que o USDA anunciou novas vendas de soja para a China, num volume próximo de 400 mil tons.
– Movimentos de alta são limitados pelo bom desempenho do plantio da safra norte-americana, que está bem à frente de ano anteriores. Segundo o USDA, 23% da área está semeada, ante 5% da mesma data do ano passado e 11% de média histórica.
– A queda acentuada dos preços do petróleo e, por extensão, dos preços do etanol, tendem a estimular a transferência de área de milho para soja nos EUA.
– A evolução da pandemia continua causando incertezas, derrubando as economias mundo afora, retendo preços e provocando grandes oscilações nos valores das moedas e nas relações de troca. No caso brasileiro, a desvalorização do Real foi significativa para que os preços da soja atingissem recordes nominais históricos.
– Os embarques de soja brasileira seguem a todo vapor. Em abril foi batido o recorde mensal histórico, com 14,3MT. Em maio deve chegar a 12MT. Ao fechar maio, o Brasil deverá totalizar embarques da ordem de 48MT, ante 36,7MT do mesmo intervalo do ano passado.
– Internamente, os preços se mantém nos níveis mais altos da temporada e da história, postados nos patamares recordes do dólar e na firmeza dos prêmios de exportação (no spot, entre 55 e 65 cents). Indicações de compra na faixa entre R$ 100,00/103,00 no oeste do estado e entre R$ 106,00/110,00 em Paranaguá – dependendo de prazos de pagamento / que podem chegar a agosto / e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera zerada nesta manhã de quarta-feira, a U$ 3,17/julho. BMF opera em R$ 48,80 (-0,20%).
– No cenário internacional, nos últimos dias o milho esboçou certa recuperação devido ao sentimento de maior demanda pelo grão norte-americano e certos ganhos no petróleo.
– Em contrapartida, os ganhos são limitados pela boa evolução do plantio de milho norte-americano (51% plantado; 21% ano passado e 39% de média).
– No mercado interno, as preocupações se voltam para possíveis geadas nas regiões produtoras no sul do Brasil nesta quinta e sexta-feira.
– Segundo DERAL, as lavouras no PR encontram-se em condições: 61% boas; 33% médias e 6% ruins.
– Participantes seguem atentos e avaliando perdas com as irregularidades climáticas. Cortes na produção já são dados como certos e começam a ser dimensionados. Os vendedores se retraem e já é percebida certa movimentação positiva dos preços.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre 44,00/45,50.
CÂMBIO – Opera novamente em alta, na faixa de R$ 5,64. (Granoeste – Camilo – Stephan).