Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em alta de 4 a 6 cents nesta manhã de quinta-feira, a U$ 8,38/julho em meio à esperança de que a China desonere as importações de soja dos EUA, mesmo em meio à troca de acusações sobre o início da pandemia de coronavírus.
– Por outro lado, fatores como colapso dos preços do petróleo, incertezas sobre o impacto da epidemia no crescimento econômico e forte desvalorização do Real, limitam qualquer avanço mais significativo dos preços em Chicago.
– A China confirmou a importação de 6,7MT de soja em abril, queda de 12% sobre abril do ano passado. Isto, porém, é explicado pelo atraso dos embarques no Brasil, causado pelo plantio mais tardio.
– No geral, neste ano, a China deverá aumentar o volume de importação, podendo chegar a 89,0MT, ante 82,5MT do ano passado. A China bateu o recorde de importações de soja na temporada 2017/18, com 94,1MT. Se não tivesse ocorrido dois eventos sanitários graves (peste suína africana e a pandemia do coronavírus) a China estaria importando nesta temporada um volume estimado entre 105 e 110MT de soja.
No Brasil, os preços seguem firmes, sustentados pelos níveis recordes da taxa de câmbio. Ontem o BC voltou a reduzir a taxa básica de juros, agora fixada em 3%. Redução da taxa de juros, combinado com as crescentes incertezas políticas internas, impõem ainda mais pressão sobre o Real, tornando o produto brasileiro ainda mais competitivo. Indicações de compra entre 102,00/104,00 no oeste do estado.
– Com produtores animados e estimulados pelos altos preços, analistas preveem um novo recorde de plantio na temporada 2020/21.

MILHO – CBOT opera em leve alta nesta manhã de quinta-feira, a U$ 3,18/julho. BMF opera em 49,40 (+1,15%).
– O milho vinha sem perspectivas positivas, com o bom andamento do plantio nos EUA e com queda da demanda global pelo cereal. Contudo, segundo dados da AIE (Administração de Informação de Energia), a produção de etanol de milho dos Estados Unidos aumentou 11% na semana passada, dando certo fôlego ao mercado.
– A União Europeia aumentou a tarifa de importação sobre o milho, passado de 5,27 Euros por tonelada para 10,40. De acordo com a agência Reuters, esta tarifa se deve aos menores patamares do preço de milho norte-americano em 10 anos.
– Com a forte alta de câmbio, os preços de exportação passaram a ficar mais atrativos para o produto brasileiro, com indicações entre R$ 47,00 a 50,00 no porto de Paranaguá ontem.
– Participantes seguem atentos e avaliando perdas com as irregularidades climáticas. Cortes na produção começam a ser dimensionados em estados como PR, MS e SP. Os vendedores se retraem e já é percebida certa movimentação positiva dos preços.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre 44,50/45,50.
CÂMBIO – Opera novamente em forte alta, na faixa de R$ 5,76 – em níveis recordes históricos. (Granoeste – Camilo – Stephan).