Comentário de Mercado

SOJA – Os preços da soja registram queda de 2 cents nesta manhã de quinta-feira no mercado de futuros de Chicago,
a U$ 8,89/março – quebrando uma sequência de 8 sessões positivas. Ontem pregão apresentou alta de 7 cents –
elevando os ganhos de fevereiro a cerca de 2%.
O mercado, que, nesta quarta-feira, se apresentava francamente otimista em relação ao controle da epidemia de
coronavírus, se surpreendeu com a expressiva elevação do número de casos da doença nas últimas horas. Dados
oficiais mostram o aumento de quase 15 mil casos de um dia para outro, com expressivo incremento no número de
mortes. Os mercados reagem com vendas generalizadas, provocando pressão sobre os preços, tanto em commodities
quanto em ativos financeiros. Em contrapartida, dólar e ouro se valorizam.
A última atualização mostra a ocorrência de 60.350 casos de coronavírus (COVID-19), com 1.370 mortes e 6.220
pessoas recuperadas. A quase totalidade dos casos ocorrem em território chinês. Menos de um por cento estão fora da
China.
O mercado especula sobre a possibilidade de a China reduzir a importação de soja. Porém, o que se observa é uma
forte presença de empresas chinesas no mercado brasileiro em detrimento dos EUA. Até agora não houve nenhum
comunicado sobre se o governo chinês irá sugerir o adiamento ou alguma espécie de alteração no acordo assinado com
os EUA no mês passado; mas, também, não há nenhum sinal de que as negociações estão ganhando ritmo por lá.
No último relatório de oferta e demanda, o USDA enxugou os estoques finais dos EUA (em cerca de 1,5MT) diante da
possibilidade de incremento nas importações por parte da China (de 85MT para 88MT).
Mercado doméstico segue recebendo suporte dos recordes alcançados pela taxa de câmbio. Neste início de mês
também foram observados ganhos na CBOT e nos prêmios. Por outro lado, a alta dos fretes, que é fator limitante na
formação do preço de interior, parece estar chegando a seu limite e se estabilizando.
Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 80,50/81,50 – dependendo de local de embarque e de prazo de
pagamento; Paranaguá, entre 88,50/89,00.
MILHO – Contratos futuros em Chicago trabalham em leve baixa nesta manhã de quinta-feira, a 3,81/março. Ontem
pregão encerrou com ganhos de 3 cents.
Nos EUA, em estados como a Dakota do Norte e Minnesota, parte do milho ainda está para ser colhido. O atraso na
implantação da última safra fez com que as lavouras fossem alcançadas pelo período de inverno, com nevascas
constantes e umidade, sobretudo na porção norte do cinturão. O resultado destas colheitas, como produtividade e
qualidade, ainda é desconhecido.
A seca no estado do Rio Grande do Sul prejudicou severamente a safra de milho. As projeções iniciais eram de
colheita de 5,7MT; contudo, com 30% já colhido, estima-se que a safra renderá apenas em torno de 4,0MT. Porém,
apesar da quebra no RS, a CONAB estima que a safra total do país, incluindo verão e inverno, irá registrar um novo
recorde, com 100,5MT.
Geralmente, as integrações do Rio Grande do Sul buscam milho de outros estados a partir de julho; porém, analistas
entendem que, neste ano, a procura deverá se iniciar antes do previsto.
A CONAB projeta que o Brasil irá importar 1,0MT de milho neste ano – 0,5MT a menos que na última temporada.
No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 45,50/46,50 e intenção de venda até na faixa R$ 47,00 –
dependendo de prazos e de localização. Porto, com indicações entre R$ 42,50/43,50 por saca.
(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA
DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ.
PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA
PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-
8383).
DÓLAR – Opera em alta, próximo de R$ 4,38 – em novo recorde para a era Real. (GRANOESTE CORRETORA –
Camilo /Stephan).