Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em leve alta nesta manhã de terça-feira, a U$ 8,56/julho, enfileirando a quarta sessão positiva, somando ganhos de mais de 20 cents. Porém, no ano, as perdas ainda são significativas e chegam a quase 12%.
– O USDA informou que o plantio da safra norte-americana chega a 38%, ante 8% da mesma época do ano passado e 23% de média histórica. Analistas esperavam um avanço ainda mais expressivo, de 42%. Iowa, principal estado produtor, conta com 71% já semeado e Illinois, segundo estado, soma 43%.
– As atenções do mercado estão voltadas para o relatório de oferta e demanda de maio, que será apresentado pelo USDA logo mais à tarde, com as primeiras projeções para a temporada 2020/21. A nova safra dos EUA é esperada em 112MT, ante 96,8MT da última estação (que sofreu sérios danos climáticos). Mesmo com safra maior, os estoques são esperados em queda, na faixa de 12,3MT, ante 13,1MT da atual temporada. Os estoques finais mundiais, no entanto, são esperados em alta, com o aumento da produção no BR e na Argentina.
– Mercado interno segue registrando novos recordes nominais de preço. O câmbio voltou ao topo histórico e os prêmios se mantêm firmes (na faixa entre 55 e 65 cents). Registro de negócios na faixa entre R$ 106,00/109,00 no oeste do estado neste início de semana, dependendo de local de embarque e do alongamento do prazo de aporte financeiro.

MILHO – Chicago registra preços estáveis nesta manhã de terça-feira, a U$ 3,18/julho, girando próximos dos menores patamares dos últimos 10 anos. Desde o início do ano, as perdas se acumulam em 20%.
– A demanda mundial segue retraída por certa contenção no consumo de rações e, mais recentemente, pela queda na produção de etanol.
– O plantio de milho dos EUA chega a 67%, ante 28% de um ano atrás e 56% de média histórica / informou o USDA no fim da tarde de ontem. Iowa conta com 91% dos trabalhos já concluídos e Illinois, com 68%. Vinte e quatro por cento está germinado, ante 9% da mesma data de 2019 e 22% de média.
– Logo mais o USDA irá apresentar o relatório de oferta e demanda de maio, com a primeira projeção para a estação 2020/21. Analistas estimam a safra norte-americana num novo recorde, em 396 MT, com estoques finais ultrapassando 80MT.
– Comercialização da safrinha no BR chega a 36,5%, ante 29,7% da mesma época do ano passado / informa a consultoria Safras & Mercado, que estima a colheita brasileira total desta temporada em 101,5MT, ante 107,4MT do ciclo passado.
– Mercado interno segue avaliando perdas por estiagem, sobretudo nos estados do PR, MS e SP. Isto acaba determinando certa retração dos produtores e os preços voltam a se mostrar um tanto mais firmes.
– Outro fator de sustentação é a taxa de câmbio, que vem permitindo melhores preços no segmento exportador / com indicações na faixa de R$ 49,00/50,00 nos portos. No Oeste, chance de negócios na ponta compradora na faixa de R$ 45,00/45,50 no spot.

CÂMBIO – Opera em queda neste momento, na faixa de R$ 5,78. Ontem fechou em R$ 5,818, com alta de quase 1,5% (Granoeste – Camilo / Stephan