Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera estável nesta manhã de quarta-feira, a U$ 8,52/julho, depois de perdas de 3 cents na sessão anterior.
– Na visão do mercado, com o advento da nova safra norte-americana, os estoques de soja continuação amplos, mesmo diante da retomada da demanda em níveis mais favoráveis.
– O relatório de oferta e demanda de maio, divulgado pelo USDA nesta terça-feira, mostrou uma situação confortável, inclusive para a temporada 2020/21. A produção dos EUA deve se recuperar e chegar a 112,3MT, com exportações de 55,8MT e estoques finais na faixa de 11MT. Já, para a atual temporada, 2019/20, o governo prevê um aumento de quase 3,0Mt nos estoques finais, para 15,8MT, com queda nas exportações na mesma magnitude, estimadas em 45,6MT.
– A produção mundial caminha para a recuperação e pode bater um novo recorde, com 362,8MT, ante 336,1MT deste ano. Isto se deve ao forte aumento das perspectivas para o Brasil, que pode chegar a 131MT. Os estoques finais mundiais, avaliados em 100,3MT nesta temporada, podem ficar mais curtos em 2020/21, caindo para algo como 98,4MT.
– Com mais de 130Mt de toneladas de produção, o BR se consolida em definitivo como o grande player do mercado da soja, com exportações previstas em 83MT.
– Na avaliação do USDA, a demanda será reforçada pela China, que poderá importar 96MT no próximo ciclo. Para esta temporada, o governo dos EUA ampliou para 92MT as importações chinesas, aumento de 3,0MT em relação a abril.
– De maneira geral, as perspectivas seguem otimistas para a demanda da oleaginosa, mesmo num cenário recheado de incertezas.
– No mercado doméstico, os preços seguem batendo novos recordes, respondendo ao avanço da taxa de câmbio / que, por sua vez, responde às incertezas políticas e econômicas. Indicações no oeste do estado na faixa entre R$ 107,00/110,00, com prazos estendidos.

MILHO – CBOT trabalha com leves perdas, a 3,21/julho. Ontem o fechamento ficou entre 1 e 2 cents de alta.
– O relatório de oferta e demanda de maio mostra que os EUA caminham para produzir a maior safra de milho da história, com 406,3MT na temporada 2020/21, ante 347MT neste último ano. Os estoques finais também estão projetados em forte alta, podendo chegar a 86,4MT, contra 53,3MT deste último ciclo.
– Em relação à produção e etanol, o USDA projeta forte queda do uso de milho dos EUA neste ano, para 125,7MT, ante 136,6MT do ano anterior. Mas, para 2020/21, a tendência é de recuperação, podendo chegar a 132,1MT.
– A produção brasileira de 2020/21 está estimada em 106MT, com exportações de 38MT; já, para a atual temporada, a produção está avaliada em 101MT, com exportações de 36MT.
– Mercado interno segue avaliando perdas por estiagem e a extensão e a capacidade de recuperação com as recentes chuvas, sobretudo nos estados do PR, MS e SP.
– Outro fator de sustentação é a taxa de câmbio, que vem permitindo melhores preços no segmento exportador / com indicações na faixa de R$ 48,00/50,00 nos portos. No Oeste, chance de negócios na ponta compradora na faixa de R$ 45,00/46,00 no spot.

CÂMBIO – Opera em queda neste momento, na faixa de R$ 5,85. Ontem fechou em R$ 5,871, batendo um novo recorde da era Real. (Granoeste – Camilo / Stephan).