Comentário de Mercado

SOJA – Hoje, feriado nos EUA – Dia do Presidente – não haverá pregão na CBOT. Na sexta-feira houve baixa de 2 cents e; mesmo assim a semana terminou positiva, com alta de quase 1,5%. Em fevereiro, os ganhos chegam a 2%, depois de perdas superiores a 8% em janeiro.
O mercado seguirá pautado pelas duas enfermidades que afligem a China (coronavírus – em humanos – e peste suína africana – em animais); pela expectativa de retorno do gigante asiático ao mercado norte-americano e pela intensidade da oferta brasileira. Internamente, além destas variáveis, a volatilidade do câmbio seguirá como fator primordial na definição do preço.
A colheita da safra brasileira alcança 22,9%, ante 19,1% de média história – informa o último levantamento da
consultoria Safras & Mercado. Na mesma época do ano passado, o índice era de 32,9%. No MT os trabalhos chegam a 59% (64% da mesma época do ano anterior); em Goiás, a 20% (40%); no Paraná, a 17% (36%) e no MS, a 16% (40%).
Na última sexta-feira, as indicações de compra acabaram sendo pressionadas ao longo dia. Com valorização do Real e perdas em Chicago, no fim do dia as indicações ficaram na faixa de R$ 79,50/80,50 no oeste do estado – dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento.
MILHO – Na semana passada houve perdas de cerca de 1,5% na CBOT, voltando aos preços negociados no início de fevereiro.
Os preços domésticos seguem firmes, postados na baixa oferta (em razão de exportações de cerca de 43MT – um novo recorde histórico) e no atraso da implantação da segunda safra. Além disto, irregularidades climáticas seguem impondo perdas na safra de verão. No Rio Grande do Sul, a quebra de safra é superior a 20%, com perdas que chegam a 1,2MT. Pelas últimas estimativas, a safra brasileira de milho verão deve se situar entre 25 e 26MT e a safra total, ao redor de 100MT.
No Mato Grosso, segundo o IMEA, o plantio da safrinha chega a 63,2%, com avanço de 24 pontos percentuais na semana. Na mesma época do ano passado, o índice era de 74,2%.
Na última sexta-feira, as indicações de compra no oeste do estado giraram na faixa entre R$ 45,50/46,50 –
dependendo de local e de prazo de pagamento. Os negócios de milho pronto seguem balizados pela demanda interna – cujos preços estão disparados acima da paridade de exportação.
Câmbio – Na última semana, o câmbio voltou a registrar novos recordes históricos, ultrapassando a marca de R$ 4,38.
Com a intervenção do Banco Central, a taxa cedeu a partir de quinta-feira e se aproximou de R$ 4,30. Neste momento é cotada a R$ 4,31 – em leve alta. (GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).