Comentário de Mercado

SOJA – Depois do feriado de ontem (Memorial Day), a CBOT opera em alta de 5 a 6 cents, a U$ 8,39/julho, nesta manhã de terça-feira em meio a compras técnicas e à fraqueza do dólar / que torna a soja norte-americana mais competitiva no mercado externo. Desde o início do ano as perdas acumuladas chegam a 13%.
– Os ganhos, porém, são limitados pela oferta ainda confortável e pelas boas perspectivas em relação à nova safra dos EUA, cujo plantio segue em ritmo acelerado. Logo mais à tarde, o USDA irá divulgar uma nova atualização sobre a área já semeada.
– O mercado segue monitorando as tensões entre China e EUA, tanto nas questões comerciais quanto nos temas geopolíticos, agravados pelas crescentes acusações sobre má condução de parte dos chineses em relação à gravidade da situação no início da pandemia.
– Como pano de fundo, o mercado segue guiado pelo avanço do coronavírus e seus impactos sobre a economia, sobretudo no que se refere à demanda por commodities. Além disto, os participantes ficarão atentos ao comportamento do clima no Meio Oeste dos EUA e ao estágio e qualidade das lavouras.
– Internamente, a crise política ganha ares de mais calmaria e o dólar perde força, pressionando de forma acentuada a formação do preço. Por outro lado, dado o estágio avançado da comercialização e diante da valorização do Real, os prêmios vêm se firmando nos portos brasileiros, com indicações entre 75 e 90 cents no mercado spot.
– Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 101,00/102,00 – dependendo de prazo de pagamento e de local de embarque.

MILHO – Após feriado nos EUA nesta segunda-feira, a CBOT trabalha em leve alta, a 3,20/julho, devido ao enfraquecimento do dólar frente a outras moedas, tornando mais competitivo o produto norte-americano. A BMF trabalha em R$ 45,90/julho (-0,52%).
– As relações sino-americanas estão mais tensas ultimamente, o que pressiona o mercado e limita os ganhos.
– O adiantamento e o bom desenvolvimento do plantio norte-americano pesam negativamente sobre o milho. Logo mais, no fim tarde, o USDA irá divulgar um novo levantamento sobre o andamento dos trabalhos de campo e a qualidade das lavouras.
– De acordo com a agência Reuters, os estoques de milho norte-americano podem expandir em cerca de 50% até final do próximo ano, comparativamente a atual temporada, o maior em 33 anos.
– No Brasil, após a queda de temperatura nestes últimos dias, houve geadas leves em algumas regiões produtoras, aumentando ainda mais as preocupações com perdas do milho safrinha, que vinha sofrendo com a extensa estiagem.
– No mercado interno, os preços se mantém firmes, com chance de negócios na ponta compradora na faixa de R$ 47,00/48,00 no spot. Nos portos, indicações mais comedidas com a queda do câmbio, na faixa de R$ 47,50/48,50.
CÂMBIO – Opera em nova queda, na faixa de R$ 5,39, influenciado pela percepção de melhora do ambiente político. Ontem fechou em R$ 5,457. (Granoeste – Camilo / Stephan).