Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera ligeira queda, a U$ 8,46/julho, em meio à predominância de vendas por parte de investidores. Ainda assim, os ganhos na semana são de 1,5%; no ano, porém, as perdas chegam a 12%.
– Apesar de algumas compras nos EUA, a intensidade do apetite chinês naquele mercado ainda é motivo de muitas incertezas e especulações. É notória, mesmo com prêmios em alta, a preferência pela soja brasileira, diante da elevação do grau de tensão entre as duas maiores economias do mundo.
– O mercado experimenta algum alívio com a retomada da economia em alguns países centrais, mas segue monitorando de perto os estragos causados pela pandemia. A recuperação dos preços do petróleo para a casa dos U$ 32,00/35,00 também ajuda na melhora do quadro geral.
– Com o plantio da nova safra dos EUA passando dos 65% (ante 26% da mesma data do ano passado e 55% de média histórica, segundo o USDA), o mercado começa a redobrar as atenções para o desenvolvimento das lavouras e para as perspectivas de clima nos campos do Meio Oeste.
– Internamente, mercado vem registrando queda acentuada de preços nos últimos dias, refletindo o recente enfraquecimento do Dólar. Os ganhos observados nesta semana na bolsa norte-americana e nos prêmios portuários (entre 80 e 90 no spot e na faixa de 100 para julho), apenas amenizaram a queda doméstica, que poderia ser ainda maior. Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 99,00/101,00 por saca; até R$ 102,00 com prazo bastante alongado.

MILHO – CBOT trabalha em leve alta, a 3,22/julho. Ontem, o milho foi sustentado pelo ritmo mais lento do plantio norte-americano, pela valorização do real frente ao dólar e pela alta verificada na soja. A BMF opera em R$ 45,01/julho (+0,51%).
– De acordo com o USDA, as lavouras norte-americanas de milho encontram-se 88% plantadas (mercado esperava 90%), ante 55% do ano passado e média de 82%.
– De acordo com Deral, a colheita de milho no Paraná atinge 2%, da área de 2,25MH. As condições são: 41% boas; 43% médias e 16% ruins. A produtividade deve ficar abaixo da registrada no ano anterior em 25%, caindo para 5.438kg p/ hectare. São estimadas 12,23MT, 8% menor que a temporada anterior (13,24MT).
– No mercado interno, os preços vêm cedendo nos últimos dias diante da chegada de produto novo. Apesar da quebra de safra no estado, a entrada de safra sempre é motivo de pressão, sobretudo porque os negócios vinham ocorrendo em patamares acima da paridade internacional. No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 43,50 / 45,00 por saca. Nos portos, indicações também mais comedidas com a queda do câmbio, na faixa de R$ 45,00/46,00.
Câmbio – Opera em alta de 4 a 5 centavos neste momento, na faixa de R$ 5,33. Ontem fechou em R$ 5,282. (Granoeste – Camilo / Stephan).