Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em alta de 3 a 5 cents, a U$ 8,44/julho nesta manhã de terça-feira, sustentado pelo ritmo lento do plantio da safra dos EUA.
– O mercado segue monitorando os humores e provocações entre China e EUA. Apesar dos constantes reveses, o noticiário acaba, de vez em quando, reportando negociação de algum volume de soja entre as duas economias. As relações entre eles aparecem em constante oscilação, que vai de esperança a temores.
– Os desdobramentos da pandemia ainda provoca muitas incertezas. Porém, o otimismo também entra em cena, com muitos países centrais iniciando o processo de reabertura de suas economias.
– O plantio da safra norte-americana de soja, segundo relatório do USDA, chega a 75%, ante 36% da mesma data do ano passado e 68% de média histórica. Houve progresso de apenas 10 pontos na semana, enquanto o mercado esperava pelo menos 15 pontos. 52% das áreas já germinou, ante 17% do ano passado e 44% de média.
– 70% das lavouras dos EUA são consideradas boas/excelentes; 26%, regulares e 4%, ruins e péssimas.
– As exportações brasileiras de soja alcançaram um novo recorde mensal em maio, com 15,51MT, resultando num montante financeiro de U$ 5,14 bilhões. A média diária de embarque ficou em 775 mil tons. O recorde anterior era do último mês de abril, com mais de 14MT.
– Internamente, os negócios entraram numa nova fase, de extrema lentidão. Com mais de 80% da colheita já comercializada e diante da recente queda de preços (sobretudo por causa da valorização do Real), os vendedores preferiram dar um passo atrás e aguardar / até porque tem uma longa entressafra pela frente.
– Na última jornada, foram observados negócios apenas pontuais. No oeste do estado, indicações na faixa entre R$ 100,00/102,00 por saca; até R$ 103,00 com prazo mais alongado; no porto, entre R$ 107,00/111,00, dependendo do alongamento do prazo de pagamento.

MILHO – CBOT trabalha estável neste momento, a 3,23/julho. Mercado passa a dar atenção ao atraso do plantio norte-americano. A BMF opera em R$ 44,50/julho (-0,78%).
– O USDA divulgou que o plantio das lavouras de milho nos EUA chega a 93%, (era esperado pelo mercado 94%), ante 64% da mesma data do ano anterior e média de 89%.
As condições do milho são: 74% boas e excelentes, 22% em médias condições e 4% são consideradas ruins.
– As inspeções de embarque de milho dos EUA ficaram em 1,12MT na última semana (mercado esperava entre 0,8MT e 1,2MT). Apesar do bom volume semanal, na temporada totaliza apenas 28,48MT, 28% abaixo em comparação com o ano anterior.
– No mercado interno, os preços vêm sendo pressionados pela chegada de produto novo. Apesar da quebra no estado, a entrada de safra sempre é motivo de pressão, sobretudo porque os negócios vinham ocorrendo em patamares acima da paridade internacional.
– O mercado também especula sobre a redução, pelo menos momentânea, do alojamento de aves e suínos, que pode oscilar entre 10% e 15% e implicar em certa redução no consumo de rações. No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 42,50 / 44,00 por saca. Nos portos, indicações também mais comedidas com a queda do câmbio, na faixa de R$ 45,00/46,00.

– CÂMBIO – Opera em baixa, na faixa de R$ 5,33. Ontem fechou em R$ 5,387. (Granoeste – Camilo / Stephan).