Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em baixa de 2 a 3 cents nesta manhã de terça-feira, a U$ 8,62/julho, dando sequência ao momento de pressão iniciado na jornada anterior. A boa evolução do plantio e as excepcionais condições das lavouras dos EUA pesam na formação do preço.
– O plantio da safra norte-americana entra na reta final e chega a 86%, ante 54% da mesma data do ano passado e 79% de média histórica. Setenta e dois Por cento das áreas são consideradas boas/excelentes; 24%, regulares e apenas 4%, ruins e péssimas. Houve melhora de dois pontos percentuais na semana (USDA).
– Nesta quinta-feira, o USDA irá divulgar o relatório mensal de oferta e demanda de junho. O mercado aguarda certo aumento da produção, para algo como 113MT, ante 112,2MT do mês passado e 96,8MT do ciclo anterior. Também é esperado elevação dos estoques finais.
– A safra brasileira, recém-colhida, deve totalizar, de acordo com novo levantamento da Conab, 120,4MT. Houve uma pequena elevação em relação à estimativa de maio, que era de 120,33MT. No ano passado, o resultado final ficou em 115MT. A área semeada ficou em 36,84 milhões de hectares, ante 35,87MH do ciclo anterior.
– Mercado segue focado em avaliações sobre os impactos da pandemia no crescimento econômico deste ano e na demanda global, bem como nas tensões comerciais e geopolíticas entre EUA e China.
– No mercado doméstico, as indicações de compra seguem pressionadas pela queda acentuada da taxa de câmbio. Os prêmios se mantêm firmes nos portos, na faixa de 100 a 120 cents sobre Chicago. Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 96,00/98,00 – dependendo de prazo de pagamento e de local de embarque.

MILHO – CBOT trabalha em leve baixa neste momento, a 3,31/julho. Mercado cede após encerrar pregão anterior em alta devido ao maior interesse pelo grão norte-americano, maior produção de etanol e otimismo com a reabertura da economia nos EUA. A BMF opera em R$43,39/julho (0,23%).
– O plantio de milho nos EUA está praticamente concluído, chegando a 97%, contra 78% do mesmo período do ano anterior e média de 94%.
– As lavouras encontram-se: 67% emergidas, contra 30% da mesma época da temporada prévia e 61% de média.
– As condições das lavouras são consideradas: 75% em boas/excelentes, 21% em condições médias e 4%, ruins/muito ruins. Houve melhora de um ponto percentual na categoria bom/excelente em comparação com a semana anterior.
– A Conab estima a safra brasileira de milho desta temporada em 100,99MT, com corte de 1,35MT em relação à estimativa de maio. No ciclo anterior, a produção ficou em 100,04MT. A área semeada chegou a 18,48MH, contra 17,5MH da estação passada. A safra de verão rendeu 25,4MT e a de inverno deverá alcançar 75,5MT.
– O mercado brasileiro de milho segue pressionado pela queda brusca da cotação do dólar, que reduz o valor de exportação; o início da colheita da safrinha também pesa na formação do preço. Dessa forma, mercado fica bastante travado e lento.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 42,50 / 44,50 por saca para produto disponível. Nos portos, indicações também mais comedidas com a queda do câmbio, na faixa de R$ 44,00/45,00.
– CÂMBIO – Opera em alta, na faixa de R$ 4,90. Ontem fechou em R$ 4,856. (Granoeste – Camilo / Stephan).