Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em alta de 4 a 6 cents nesta manhã de quarta-feira, a U$ 8,67/julho, em meio ao aumento das compras da China no mercado norte-americano. Investidores também buscam posicionar-se comprados frente ao relatório de oferta e demanda de junho, que será divulgado pelo USDA nesta quinta-feira.
– Consultores ouvidos por agências internacionais avaliam que, com a boa evolução das lavouras, o USDA irá elevar a estimativa de produção, para algo como 113MT, ante 112,3MT do mês passado. As exportações também são esperadas em crescimento; enquanto que os estoques finais são esperados de estáveis a levemente em alta.
– O plantio da safra norte-americana entra na reta final e chega a 86%, ante 54% da mesma data do ano passado e 79% de média histórica. Setenta e dois Por cento das áreas são consideradas boas/excelentes; 24%, regulares e apenas 4%, ruins e péssimas. Houve melhora de dois pontos percentuais na semana (USDA).
– No mercado doméstico, as indicações de compra seguem pressionadas pela recente queda do câmbio. Os prêmios se mantêm firmes nos portos, na faixa de 100 a 120 cents sobre Chicago. Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 96,00/98,00 – dependendo de prazo de pagamento e de local de embarque.

MILHO – CBOT trabalha em leve baixa neste momento, a 3,25/julho. O mercado é pressionado pela melhora nas condições de lavouras norte-americanas e pela expectativa em relação ao relatório de oferta e demanda global (WASDE), que será apresentado amanhã.
– A produção de milho dos Estados Unidos, para a temporada 2020/21, é esperada por analistas em 404,4MT, cerca de 2,0MT abaixo do mês de maio, mas, ainda assim, disparado o maior volume da história. No ano passado a produção foi de 347MT.
– Os estoques de passagem da safra 2019/20 dos Estados Unidos devem ficar em 54,7MT, ante 53,3MT de maio. Para a temporada 2020/21 as projeções apontam para um estoque final 84,8MT, volume similar ao projetado no mês passado.
– De acordo com a Conab, as expectativas para produção brasileira total de milho é de 100,1MT (102,34MT do relatório de maio). As exportações são esperadas em 34,5MT (mesmo número do mês anterior). Os estoques finais em 9,9MT (11,14 do relatório passado).
– De acordo com Deral, a colheita da safrinha no Paraná atinge 3%, de uma área de 2,25MH. As condições são: 43% boas; 40%, médias e 17%, ruins. Em relação ao estágio, se dividem em: crescimento vegetativo (1%), floração (22%), frutificação (55%) e maturação (22%).
– O mercado brasileiro de milho segue calmo e, até certo ponto, pressionado pela queda brusca da cotação do dólar, que reduz o valor de exportação; o início da colheita da safrinha também pesa na formação do preço. Dessa forma, mercado segue travado e lento.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 43,00 / 44,50 por saca para produto disponível. Nos portos, indicações também mais comedidas com a queda do câmbio, na faixa de R$ 44,00/45,00.
– CÂMBIO – Opera em leve baixa, na faixa de R$ 4,88. Ontem fechou em R$ 4,894. (Granoeste – Camilo / Stephan).