Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em queda de 3 a 5 cents, a U$ 8,67 nesta manhã de segunda-feira. Na semana passada houve ganhos em torno de 1%. No ano, no entanto, as perdas ainda são expressivas, chegando a quase 11%.
– Na última semana, o mercado recebeu suporte por novas compras chinesas com origem nos EUA. O USDA elevou a previsão de importações do país asiático de 92MT para 94MT nesta temporada.
– Por outro lado, o avanço dos preços é limitado pelas incertezas sobre a reabertura da economia e pela boa evolução da safra norte-americana.
– Na última semana, no relatório mensal de oferta e demanda, o USDA manteve a produção dos EUA, para 2020/21, em 112,26MT, mas cortou a projeção de estoque finais para 10,76MT diante do aumento do consumo doméstico.
– Os estoques finais do mundo são percebidos em queda, com corte de 2,0MT, para 96,34MT. Nesta última estação os estoques ficaram em 99,2MT e na estação anterior, em 112,5MT.
– A produção brasileira de 2019/20 foi avaliada pelo USDA em 124MT e a próxima, em 131MT.
– O mercado adotou um tom de cautela nos últimos dias, diante da possibilidade de uma nova onda de infestação pelo coronavírus. As incertezas tomaram conta dos mercados, com recuo dos ativos financeiros e dos preços de commodities e, por outro lado, com valorização do dólar e dos títulos do tesouro dos EUA.
– No mercado doméstico, as indicações de compra se apresentam em alta, suportadas pela firmeza do dólar frente ao Real. Os prêmios também se mantêm firmes nos portos, na faixa de 110 a 130 cents sobre Chicago. Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 100,00/103,00 – dependendo de prazo de pagamento e de local de embarque. Nos portos, primeiras ideias de preços na faixa em R$ 109,00/111,00, com prazos alongados.

MILHO – CBOT trabalha em leve baixa neste momento, a 3,29/julho. O mercado é pressionado pela piora no otimismo em relação à reabertura das economias e pelos amplos estoques globais. A BMF opera neste momento a R$ 44,14 (+0,78%).
– De acordo com o USDA, a produção mundial de milho, para 2020/21, está projetada em 1.188,48MT, praticamente 2MT acima da previsão do mês de maio. Nos EUA, a safra é estimada num novo recorde histórico, com 406,29MT e, no Brasil, houve acréscimo de 1MT, indo para 107MT. Nesta temporada, a colheita brasileira está prevista em 101MT.
– De acordo com a Commodity Futures Trading Commission, investidores internacionais apostam nos menores níveis de preço do milho dos últimos 14 meses, e, contrariamente, na soja, a aposta é altista.
– Apesar dos problemas que houveram com o clima sobre o milho brasileiro, de acordo com Paulo Molinari, da consultoria Safras & Mercado, podemos ter surpresas positivas em termos de produtividade, semelhante ao aumento proposto pelo USDA para safra brasileira.
– O mercado brasileiro de milho segue calmo, avaliando as primeiras colheitas e os índices de produtividade. No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 43,50 / 44,50 por saca para produto disponível. Nos portos, indicações também mais comedidas com a queda do câmbio, na faixa de R$ 44,50/46,00.
– CÂMBIO – Opera novamente em alta expressiva, de mais de 2%, mostrando a fragilidade dos mercados diante das incertezas que assolam as principais economias. Neste momento é cotado na faixa de R$ 5,16. Na sexta-feira, fechou em R$ 5,046. (Granoeste – Camilo / Stephan).