Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em leve alta nesta manhã de terça-feira, a U$ 8,70/julho, diante do melhor cenário externo, que apresenta ganhos nos ativos financeiros negociados nas principais bolsas do mundo. O petróleo também opera em alta, depois de perdas nos últimos dias.
– Por outro lado, os preços não conseguem deslanchar, retidos pela boa evolução da safra norte-americana, por dúvidas sobre a demanda no atual cenário de pandemia e pelas incertezas econômicas.
– O plantio da safra norte-americana chega a 93%, ante 72% da mesma data do ano passado e 88% de média histórica. 81% está germinado, contra 49% de um ano atrás. Em relação à qualidade, os índices são os mesmos da semana anterior, com 72% das lavouras consideradas boas/excelentes; 24%, regulares e 3%, ruins/péssimas.
– As exportações brasileiras de soja somam, até agora, em junho, 6,3MT, com embarques diários de 0,7MT. Isto representa mais que o dobro quando comparado com o mesmo período do ano passado.
– Nesta temporada, os embarques de soja brasileira somam 52,7MT, ante 40,5MT do mesmo período do ano passado. Maio, com 15,5MT marcou um novo recorde mensal da história.
– Depois de uma arrancada positiva na jornada anterior, por causa do forte avanço do dólar, o mercado volta a ficar mais calmo. Os prêmios seguem firmes nos portos, na faixa de 110 a 130 cents sobre Chicago. Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 100,00/103,00 – dependendo de prazo de pagamento e de local de embarque. Nos portos, primeiras ideias de preços na faixa em R$ 109,00/111,00.

MILHO – CBOT trabalha em alta de 2 a 3 cents nesta manhã, a 3,32/julho, em reação à piora das condições das lavouras norte-americanas, proporcionada pelo clima excessivamente quente em extensas áreas do Meio Oeste. A BMF opera neste momento a R$ 44,36 (-0,27%).
– De acordo com o USDA, as lavouras estão: 71% boas/excelentes, 24% regulares e 5% em condições ruins /muito ruins. Na semana anterior, os números eram 75%, 21% e 4%, respectivamente. De uma semana para a outra, houve queda de 4 pontos percentuais na qualidade das lavouras.
– As inspeções de exportação norte-americana de milho atingiram 0,9MT, conforme relatório semanal divulgado pelo USDA. Na semana anterior, foram 1,16MT e, na mesma semana do ano passado, 0,67MT.
– O mercado brasileiro de milho segue calmo, avaliando as primeiras colheitas e os índices de produtividade, que varia muito de uma região para outra. No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 43,00 / 44,50 por saca para produto disponível. Nos portos, indicações melhores com elevação do dólar, na faixa de R$ 45,00/46,00.
– CÂMBIO – Opera em baixa diante da percepção de melhora do cenário econômico global. Porém, as incertezas continuam e a intensa volatilidade tende a continuar. Neste momento é cotado na faixa de R$ 5,10. Ontem, fechou em R$ 5,141. (Granoeste – Camilo / Stephan).