Comentário de Mercado

SOJA – Chicago trabalha em leve baixa nesta manhã de quarta-feira, a U$ 8,66/julho, em meio ao bom desenvolvimento da safra norte-americana e receio dos investidores em elevar as aplicações em ativos de risco.
– Ontem, depois de operar em alta de até 5 cents, os preços recuaram e fecharam com 2 cents negativos.
– O plantio da safra dos EUA está na ponta final. Segundo o USDA, 93% das áreas já estavam semeadas até o último domingo, ante 72% da mesma data do ano anterior. Quanto à qualidade, 72% das lavouras são consideradas boas/excelentes, mesmo nível da semana passada.
– Com a redução da oferta e, consequentemente, com a alta dos prêmios, os preços da soja brasileira ficaram mais altos no principal destino, na China, onde as cotações estão no patamar mais elevado dos últimos três meses. A soja norte-americana começa a ficar mais competitiva que a brasileira. O aumento dos fretes marítimos também contribui para o incremento de preços da oleaginosa no território chinês.
– As exportações brasileiras chegam a 52,7MT até aqui, nesta temporada, ante 40,5MT do mesmo período do ano passado. Maio, com 15,5MT, marcou um novo recorde mensal da história. O mês de junho tende a ultrapassar a marca de 13MT.
– Como tem sido ao longo de todo este primeiro semestre, a taxa de câmbio segue como a principal variável na definição do preço interno e tem promovido grandes oscilações nas indicações de compra.
– Curiosamente, a desvalorização do Real ajudou a promover uma situação dupla: preços internacionais (em dólar) baixos para os importadores; porém, remuneradores para o produtor brasileiro.
– Os prêmios seguem firmes nos portos, na faixa de 120 a 140 cents sobre Chicago. Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 100,00/103,00 – dependendo de prazo de pagamento e de local de embarque. Nos portos, primeiras ideias de preços na faixa em R$ 110,00/111,00.

MILHO – CBOT trabalha em baixa de 2 a 3 cents nesta manhã, a 3,27/julho, em reação dos investidores aos temores de uma segunda onda de coronavírus em alguns países, inclusive nos EUA e na China.
– O USDA, em relatório deste início de semana, avaliou que as lavouras norte-americanas se apresentam no seguinte quadro, em termos de qualidade: 71% boas/excelentes, 24% regulares e 5% ruins /muito ruins. Na semana anterior, os números eram 75%, 21% e 4%, respectivamente. De uma semana para a outra, houve queda de 4 pontos percentuais na qualidade das lavouras.
-A nível de Brasil, a colheita da safrinha atinge 5,5%, de acordo com a consultoria Arc Mercosul. Este índice fica abaixo dos 10% da mesma época no ano passado, mas acima dos 4% de média histórica. Apesar da queda de produtividade no Paraná e no Mato Grosso do Sul, as lavouras estão com bom desempenho nos estados do Mato Grosso e em Goiás.
-De acordo com o Deral, no Paraná, 3% da área de milho já está colhida. No campo, as condições são: 42% boas; 41%, médias e 17%, ruins. Os estágios das lavouras são: 17% em floração, 55% em frutificação e 28% em maturação.
– O mercado brasileiro de milho segue calmo, avaliando as primeiras colheitas e os índices de produtividade, que varia muito de uma região para outra. No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 43,50 / 44,50 por saca para produto disponível. Nos portos, indicações melhores com elevação do dólar, na faixa de R$ 45,50/46,50.
– CÂMBIO – Opera em linha com o fechamento de ontem, cotado na faixa de R$ 5,24. (Granoeste – Camilo / Stephan).