Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em leve alta, a U$ 8,72/julho, estendendo os ganhos verificados na sessão anterior, postado na alta do petróleo, na expectativa de aumento da demanda chinesa e da retomada da economia mundial.
– Por outro lado, a safra norte-americana se desenvolve dentro da normalidade, com 72% das áreas tidas como boas/excelentes.
– O USDA informou que as vendas de soja da última semana ficaram em apenas 0,54MT, bem abaixo da expectativa dos consultores. Na temporada, as negociações com o exterior chegam a 47,4MT, ante 55,3MT do mesmo período do ano passado.
– De qualquer maneira, o mercado aguarda um retorno mais convincente da China aos portos norte-americanos, sobretudo porque a oferta brasileira está cada vez mais restrita e os preços internacionais cada vez mais altos, sobretudo por causa da alta dos prêmios.
– Além disto, a projeção é de que a China importe 94MT neste ciclo, aumento de 2,0Mt em relação à estimativa de maio e elevação de 12MT em relação à temporada anterior.
– Internamente, o câmbio volta a protagonizar nova alta dos preços, mesmo com alguma perda nos prêmios (125 a 135 sobre CBOT). Em Paranaguá primeiras indicações entre R$ 113,50 / 115,00, dependendo de prazos.

MILHO – CBOT trabalha em leve alta nesta manhã, a 3,31/julho. Mercado reage à piora significativa das lavouras que, no período de uma semana, viu o percentual de bom/excelente cair de 75% para 71% devido ao clima quente em extensas áreas do Meio-Oeste. A BMF opera em alta neste momento, cotada a R$45,79 (1,08%) /julho.
– De acordo com o USDA, o plantio das lavouras de milho está concluído. De agora em diante, vão se avolumar as inquietações e incertezas climáticas; algumas regiões já sentem a ausência de chuvas.
-De acordo com a AIE (Administração de Informação de Energia), a produção de etanol de milho nos EUA aumentou 0,5% na última semana, atingindo 841 mil barris diários, contra 837 mil barris diários na semana anterior. Já, os estoques caíram cerca de 2,1%, indo de 21,80 milhões de barris para 21,34 milhões de barris.
– O mercado brasileiro de milho segue calmo, avaliando as primeiras colheitas e os índices de produtividade, que varia muito de uma região para outra. A elevação da taxa de câmbio retém a queda dos preços, que vinha sendo observada nos últimos dias.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 43,50 / 44,50 por saca para produto disponível. Nos portos, indicações de compra em alta, na faixa de R$ 47,50/49,00 por saca.
– CÂMBIO – Opera em nova e forte alta diante da instabilidade do cenário político. Neste momento é cotado na faixa de R$ 5,37. Ontem, fechou em R$ 5,258. (Granoeste – Camilo / Stephan)