Comentário de Mercado

SOJA – Chicago trabalha estável nesta manhã de quarta-feira, a U$ 8,75/julho. Houve anúncio de novas compras por parte da China, depois de uma semana de silêncio.
– O mercado está em compasso de espera diante do bom desenvolvimento da safra norte-americana e pela perspectiva de clima adequado. O plantio está praticamente concluído e 5% das áreas entraram em floração, ante apenas 1% do ano passado. O USDA informa que 70% das áreas são consideradas boas/excelentes, muito à frente dos 54% da mesma época do ano passado.
– O acordo celebrado em janeiro entre China e EUA para intensificar o comércio de produtos agropecuários é ainda motivo de preocupações. Analistas e agentes do governo suspeitam que, sob a alegação dos danos causados pela pandemia, a China poderá propor certo recuo em relação a estes compromissos.
– As exportações brasileiras de soja caminham para ultrapassar 12MT em junho. Considerando todos os meses de todas as temporadas, o último mês de abril, com 14,2MT e de maio, com 15,5MT marcam os recordes históricos mensais. Até aqui, nesta temporada, os embarques somam 56,1MT, ante 42,1MT do mesmo período do ano passado. A meta para este ano-safra é chegar a 85MT, contra 75MT da última estação.
– No mercado interno, a valorização do Real vista nas últimas sessões acabou pressionando a formação do preço. A disponibilidade de lotes renascentes é baixa, em razão do grande volume negociado no período entre fevereiro e maio. Os prêmios seguem firmes, negociados na faixa de 120 / 130 sobre Chicago. No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 103,00/106,00, dependendo de local de embarque e prazo de pagamento; em Paranaguá entre R$ 111,00 / 113,00.

MILHO – CBOT trabalha estável nesta manhã, a U$ 3,25/julho, em meio à grande disponibilidade do produto e em meio a polêmicas sobre se o acordo firmado com a China realmente será mantido e cumprido. O assessor de comércio da Casa Branca comentou que “o acordo estaria acabado”; mas, horas depois, Trump tuitou que tudo está no seu devido lugar. A BMF opera neste momento em 45,55 (-0,55%) / julho.
– Nos EUA, extensas regiões produtoras de milho seguem precisando de chuvas; porém, há certo alívio com previsão de bons índices pluviométricos para os próximos dias. Há, também, melhora nas condições em relação à semana anterior, em que a categoria bom/excelente passou de 71% para 72%.
-No cenário global, a comercialização de milho está bastante lenta, diante da boa oferta e consumo comedido. Mesmo o milho brasileiro, estando em níveis competitivos, tem originação calma para a exportação devido à volatilidade cambial.
– No mercado interno, compradores recuados à espera por ofertas mais acessíveis oriundas da safrinha; além disto, o dólar mais contido ajuda a promover o tom mais calmo nestes dias.
– Com as primeiras colheitas em andamento, o mercado brasileiro de milho segue calmo e volta a ficar melhor abastecido. As preocupações com produtividade seguem como foco central, especialmente em estados atingidos pela estiagem, como o Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Apesar de perdas, os relatos indicam produto de boa qualidade. No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 43,50 / 44,50 por saca para produto disponível. Nos portos, indicações na faixa de R$ 48,00/49,00 por saca.
– CÂMBIO – Opera em alta neste momento, cotado na faixa de R$ 5,19. Ontem, fechou em R$ 5,152. (Granoeste – Camilo / Stephan).