Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em baixa de 2 a 3 cents, a U$ 8,68/julho, estendendo as perdas da sessão anterior. Mercado ainda vive momento de aversão ao risco diante das incertezas econômicas globais e do bom desenvolvimento da safra norte-americana.
– Além das commodities agrícolas, os ativos financeiros em geral vivem dias de muitas incertezas e pressão em suas cotações, diante da resistência do coronavírus e suas consequências negativas para a maioria dos países. Dólar e metais preciosos se valorizam num cenário como este.
– A China vem aumentando o controle sanitário sobre a importação de produtos alimentares. Circularam rumores que a alfândega local passaria a exigir certificação de que, para entrar no país, a soja esteja livre da infecção de coronavírus. Não há ainda uma confirmação neste sentido. As tradings ouvidas por agências de notícias informam que esperam maior clareza e regulamentação se, de fato, esta exigência for estabelecida.
– No mercado interno, os preços, em algumas regiões, começam a se desvincular da paridade de exportação. Apesar de ainda cedo, isto é reflexo do grande volume já comprometido com exportações e da redução precoce da oferta para abastecimento da indústria local.
– Além da disputa por parte das indústrias, a desvalorização do Real volta a dar força aos preços domésticos. A disponibilidade de lotes renascentes é baixa em todas as regiões. Os prêmios seguem firmes, negociados na faixa de 120 / 130 sobre Chicago. No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 105,00/108,00, dependendo de local de embarque e prazo de pagamento; em Paranaguá entre R$ 114,00 / 116,00.

MILHO – CBOT trabalha em queda de 2 a 3 pontos nesta manhã, a U$ 3,22/julho, em meio à melhora no clima nos EUA (que vinha bastante seco em algumas regiões), juntamente com o mau humor da economia global devido à elevação no número de casos de covid-19 em vários países. A BMF opera neste momento a 46,35 (+0,87%) / julho.
-Nos EUA, de acordo com a AIE (Administração de Informação de Energia), houve aumento na produção de etanol na ordem de 6,2%, atingindo 893 mil barris diários, contra 841 mil barris diários na semana anterior; além disto, houve queda nos estoques em cerca de 1,5%, atenuando perdas na CBOT.
-De acordo com o Deral, a colheita no Paraná chega a 4%, em uma área 1% maior em relação à do ano anterior, totalizando 2,25MH. As condições das lavouras são: boas, 44%; médias, 39% e ruins, 17%. Quanto ao estágio, as lavouras se dividem entre as fases: floração, 4%; frutificação, 57% e maturação, 39%. A produtividade média é estimada em 5.000 kg/ha, abaixo da registrada na temporada anterior, de 5.900 kg/ha. A produção é estimada em 11,26MT, queda de 15% em relação à safra passada.
– No mercado interno, a maioria dos compradores estão recuados à espera de ofertas mais acessíveis oriundas da safrinha. Contudo, devido ao atraso da colheita, muitos consumidores se veem obrigados a vir a mercado para fazer uma ponte de abastecimento até a chegada mais abundante da safra. A grande flutuação do dólar, com picos de alta, também pode viabilizar preços de exportação, dando sustentação às indicações internas.
– De qualquer maneira, com as primeiras colheitas em andamento, o mercado brasileiro de milho se mantém relativamente calmo e tende a ficar melhor abastecido a partir das próximas semanas. Apesar de perdas em alguns estados, os relatos indicam produto de boa qualidade. No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 43,50 / 44,50 por saca para produto disponível. Nos portos, indicações na faixa de R$ 48,00/50,00 por saca.
– CÂMBIO – Opera em alta neste momento, cotado na faixa de R$ 5,34. Ontem, fechou em R$ 5,32. (Granoeste – Camilo / Stephan).