Comentário de Mercado

Soja – Chicago opera em alta de 4 a 6 cents, a U$ 8,73/julho, nesta manhã de terça-feira, à espera dos números de dois importantes relatórios (de estoques trimestrais e de plantio) que serão divulgados pelo USDA logo mais à tarde.
– Analistas ouvidos por agências internacionais, esperam que a área semeada com soja fique em 34,3 milhões de hectares, aumento de 11,4% sobre os 30,8MH plantados no ano passado. A área esperada também é superior em cerca de 1,5% quando comparado com os 33,8MH que o USDA projetada na primeira intenção de plantio, em fins de março.
– Em relação aos estoques em solo norte-americano, em primeiro de junho, o mercado aguarda algo como 37,6MT, uma redução de 22% sobre as 48,5MT de primeiro de junho do ano passado. No relatório trimestral anterior, em primeiro de março, os estoques eram de 61,3MT.
– No fim da tarde de ontem, o USDA informou, em seu levantamento semanal, que 71% das lavouras de soja se encontram em bom/excelente estado, um ponto percentual acima da semana anterior. As áreas tidas como regulares somam 24% e as ruins/péssimas, 5%. Na mesma época do ano passado, os índices eram, respectivamente, 54%, 35% e 11%.
– Em relação ao estágio, o plantio está encerrado; 95% das áreas já estão germinadas, ante 80% de um ano atrás e 91% de média histórica. Quatorze por cento das lavouras já entraram em floração, contra 2% da mesma data do ano passado e 11% de média.
– Como pano de fundo, o mercado segue atento nos impactos negativos da pandemia e no desenrolar das relações comercias entre China e EUA. Além disto, o comportamento climático no Meio Oeste norte-americano passa a merecer atenção especial e será ponto decisivo para o futuro dos preços. Até agora o clima tem sido bastante adequado.
– Com estoques mais baixos (e veremos isto no relatório de logo mais), haverá fortes razões para avanço dos preços se os EUA não entregarem ao mercado uma safra cheia. Julho e agosto marcam o período mais crítico para a determinação da produtividade das lavouras.
– No mercado doméstico, os preços seguem fortemente influenciados pela dilatação e contração do câmbio. Este tem sido o fator mais preponderante desde o início do ano. Observa-se que, os preços começam a se desvincular da paridade de exportação, como reflexo dos recordes mensais de embarques para o exterior.
– Os prêmios nos portos brasileiros são negociados na faixa de 120/130 sobre Chicago. No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 107,00/109,00, dependendo de local de embarque e prazo de pagamento; em Paranaguá, entre R$ 114,00 / 116,00.

MILHO – CBOT trabalha em alta de 3 a 5 pontos nesta manhã, a U$ 3,30/julho, diante da expectativa positiva para os relatórios de intenção de plantio e de estoques trimestrais que serão divulgados hoje; mercado também está mais otimista com o interesse mais intenso da China pelos produtos agropecuários norte-americanos.
-Analistas ouvidos por agências de notícias avaliam que o USDA vai indicar a área plantada com milho na casa de 38,5MH. Isto representa aumento de 6% sobre os 36,3Mh do ano passado; mas, representa queda de 2% sobre os 39,3MH previstos na primeira intenção de plantio, divulgada no final de março.
– Em relação ao relatório de estoques trimestrais, o mercado espera algo como 126,7MT de milho nos EUA em primeiro de junho, queda de 4% sobre as 132,1MT existentes em primeiro de junho do ano passado. Em março, os estoques eram de 202MT.
– O USDA informou no fim da tarde de ontem que as lavouras de milho contam com 73% em boas e excelentes condições, aumento de um ponto percentual em relação à semana anterior; 22% são tidas como regulares e 5%, ruins/muito ruins. Na mesma semana de 2019, os índices, na mesma ordem, eram: 56%, 32% e 12%. Quatro por cento entraram na fase de floração, ante 2% de um ano atrás e 7% de média histórica.
– No mercado interno, os preços encontram boa sustentação nos atuais patamares, com base nas seguintes motivações: quebra de safra, sobretudo em estados como PR, MS e SP; desvalorização do Real, que permite fazer cálculo para exportação; melhor remuneração com a venda da soja e expectativa favorável quanto à demanda doméstica. Num cenário como este, o produtor prefere adotar uma postura mais defensiva.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 43,50 / 44,50 por saca para produto disponível. Nos portos, indicações na faixa de R$ 48,50/50,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em alta nesta manhã, a U$ 5,47. Ontem fechou em R$ 5,424. (Granoeste – Camilo / Stephan).