Comentário de Mercado

SOJA- CBOT opera em ligeira queda nesta manhã de quarta-feira, a U$ 8,90. Ontem, após muitas idas e vindas, os preços ficharam com queda de 1 cent.
O mercado segue monitorando o apetite chinês, diante das dificuldades e da possível restrição da demanda impostas pelo avanço da epidemia do coronavírus. Ao mesmo tempo, a China tem adquirido grandes quantidades de soja no Brasil e agora encontra dificuldades de embarque por causa do atraso nos portos – sobretudo de Santos e Paranaguá, onde a fila de navios cresce a cada dia, principalmente por causa do longo período de chuvas. Grandes importadores estão de olho nas ofertas dos EUA, onde a logística de embarque é mais favorável. O mercado segue ansioso pela presença de companhias chinesas nos portos norte-americanos – em linha com o previsto no acordo assinado no mês passado.
De qualquer maneira, existem muito mais perguntas do que respostas sobre o que poderá acontecer pela frente em relação à demanda chinesa. O USDA, em seu último relatório de oferta e demanda, estima que as importações da China cresçam neste ano para 88MT, ante 82,5MT do ciclo passado. Se não tivesse ocorrido o agudo surto de peste suína africana, iniciado a quase dois anos, a China estaria importando algo entre 105MT e 110MT de soja. O coronavírus é mais um complicador na retomada do consumo e levanta ainda mais dúvidas sobre o volume a ser importado.
A forte alta do trigo de mais de 4% no pregão de ontem – com a liberação de tarifas de importação por parte da China, quebra da safra australiana e preocupações com o ataque de gafanhotos em países da Ásia – ajudou a limitar perdas na soja e a sustentar o milho.
Enquanto isto, no Brasil a colheita se avoluma e entra no período mais intenso de fluxo para os portos, elevando o preço dos fretes e congestionando os terminais de descarga. Nos principais portos, chuvas prolongadas estão provocando atraso nos embarques de navios – formando longas filas.
A alta da taxa de câmbio tem sido o fator de sustentação das cotações, diante da acomodação dos preços internacionais (Chicago e prêmios) e da alta do custo de transporte.
Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 80,00/81,00 – dependendo de local de embarque e prazo de pagamento; em Paranaguá, na faixa entre R$ 88,50/89,00.
MILHO – Contratos futuros em Chicago trabalham em baixa nesta manhã de quarta-feira, a 3,81/março. Observa-se vendas técnicas, depois da alta superior a 1,5% na sessão de ontem – que foi impulsionada pelos ganhos expressivos no pit do trigo. A BMF trabalha em leve baixa, cotada a R$52,30/março.
De acordo com IMEA, o plantio de milho safrinha no Mato Grosso, até a última semana, atingiu 63,2%, contra 74,2% da mesma época no ano anterior. Para a consultoria Safra & Mercado, o plantio da safrinha no Mato Grosso chegou a 49,2%, ante 64% do ano anterior.
No Paraná, o plantio chega a 28,9%, contra 63% da mesma época do ano passado. No Centro-Sul, chega a 32,2% contra 55,4%. Porém, mesmo com atraso, mas estimulados pelos bons preços, os produtores devem cultivar 12,637MH, ante 12,258MH da temporada prévia – aumento de 3%. Os dados são da consultoria Safras & Mercado.
No mercado interno, o momento é de oferta reduzida, apesar da entrada da safra de verão. Além da limitação da disponibilidade, a logística segue mais complicada, com a elevação dos fretes, típica deste período do ano.
No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 46,00/46,50 e intenções de venda até na faixa R$ 47,00 – dependendo de prazos e de localização. Porto, com indicações entre R$ 42,50/43,50 por saca.
(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ. PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).
DÓLAR – Opera em alta novamente, cotado neste momento a R$ 4,37 – próximo das máximas históricas. (GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).