Comentário de Mercado

SOJA – Chicago trabalha em alta de 2 a 4 cents nesta manhã de terça-feira, a U$ 8,77/agosto, buscando certa recuperação depois da queda de 15 cents verificada na sessão anterior e de mais de 20 pontos nos dois últimos pregões.
– O suporte vem dos campos do Meio Oeste, onde o USDA detectou perda na qualidade das lavouras. Em boletim divulgado no fim da tarde de ontem, o governo informou que as lavouras tidas como boas/excelentes somam 68%, queda de três pontos percentuais em relação à semana passada. Porém, o quadro é ainda muito melhor do que os 54% da mesma data do ano passado.
– Quanto ao estágio, 48 das áreas entraram em floração, ante 19% de um ano atrás e 40% de média histórica; 11% entraram em formação de vagens, contra 3% do ano anterior e 10% de média.
– O mercado continuará apegado em cada novo boletim climático, acompanhando de perto a evolução da safra norte-americana. Ao mesmo tempo, estará atento à evolução da pandemia de coronavírus e nos seus impactos nocivos sobre a economia, bem como nos desdobramentos das relações comerciais e geopolíticas entre China e EUA.
– Depois de um primeiro semestre em ritmo recorde, o mercado entrou em lentidão, com negócios apenas pontuais. Os preços seguem oscilando próximos dos níveis nominais mais altos da história. Porém, as perdas observadas na bolsa norte-americana nos últimos dias, pesaram nas indicações de compra / no oeste do estado na faixa entre R$ 107,00/109,00, dependendo de localização e de prazo de pagamento; em Paranaguá, na faixa entre R$ 114,00/116,00.

MILHO – CBOT trabalha em leve alta, de 1 a 2 pontos nesta manhã, a U$ 3,30/setembro. Mercado busca reação frente às perdas expressivas de sexta-feira e de ontem. A BMF opera em R$ 46,61 (+0,24%)/setembro.
– O mercado se mantém receoso em relação às posições de Donald Trump, que acha que a China não cumprirá a segunda parte do acordo comercial; pesa também as declarações polêmicas a respeito da negligência dos chineses nos estágios iniciais do combate a pandemia. Isto acirra ainda mais as tensões entre as duas nações.
– O USDA informou, no fim da tarde de ontem, que houve queda de dois pontos percentuais na qualidade das lavouras, que se encontram em: 69% boas/excelentes (71% semana anterior); 23% regulares (23%) e 8% em ruins/muito ruins (6%). Na mesma data do ano passado, os índices eram, respectivamente, 58%, 30% e 12%.
– Em relação ao estágio, 29% entraram em floração, ante 14% de um ano atrás e 32% de média; 3% estão em formação dos grãos.
– De acordo com a Secex, as exportações brasileiras, nos primeiros 10 dias de julho, somaram 0,89MT. Este volume é 60,7% abaixo do volume exportado no mesmo intervalo do ano anterior. Os embarques, porém, tendem a ganhar ritmo a partir de agora e, especialmente, a partir de agosto. As previsões indicam exportações de algo entre 30MT e 33MT nesta temporada.
– De acordo com IMEA, a comercialização da safra de milho 2020/21 no Mato Grosso já está 40,9% ante 26,6%, da mesma época do ciclo passado.
– A colheita da safrinha segue relativamente lenta em razão do atraso do plantio e do aumento da umidade. O mercado interno se mantém com preços bem sustentados e postados em certa quebra de safra, na desvalorização do Real, na alta dos preços internacionais, na expectativa favorável quanto à demanda doméstica e na possibilidade de redução de área de milho na próxima safra de verão.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 45,50 / 46,50 por saca para produto disponível. Nos portos, indicações na faixa de R$ 48,50/49,50 por saca.

CÂMBIO – Opera estável neste momento, na faixa de U$ 5,38. Ontem, fechou em R$ 5,39. (Granoeste – Camilo / Stephan).