Comentário de Mercado

SOJA – Chicago volta a operar em alta, de 4 a 6 cents, a U$ 8,91/agosto, nesta quinta-feira. O suporte vem tanto da demanda interna, quanto externa. Preços voltam a se situar a se aproximar de U$ 9,00, que parece ser um ponto mais adequado para o atual cenário.
– O USDA anunciou novas vendas para a China, mesmo num momento em que os dois países elevam o tom das acusações sobre questões comerciais e geopolíticas. Além disto, a associação das indústrias anunciou que o volume de soja processado em junho é 12% superior ao apurado no mesmo mês do ano passado, chegando a 4,55MT. Em maio o esmagamento foi ainda maior, com 4,62MT. Assim mesmo, os estoques domésticos de óleo são considerados baixos.
– Outros fatores contribuem para este bom momento: certa perda de qualidade das lavouras norte-americanas; alta do petróleo e de outras commodities; retomada da economia em diversos países centrais e avanço das pesquisas para a descoberta de vacinas eficazes contra o coronavírus.
– No mercado brasileiro as indicações de preço seguem firmes, porém o volume de ofertas é extremamente restrito, dado o forte ritmo de comercialização do primeiro semestre. Em geral, os produtores resistem em se desfazer de lotes ainda remanescentes.
– Como exemplo, no estado do MT, segundo o IMEA, a comercialização chega a 95,8%, ante 84% da mesma data do ano passado. Já para a temporada 2020/21, o volume já negociado alcança 47%, contra 23,2% do mesmo intervalo da safra anterior.
– Os preços, em algumas regiões, começam a se destacar da paridade internacional, fenômeno que deve se acentuar até o pico da entressafra. Por esta razão, não está descartada a ocorrência de novos recordes nominais de preços nesta temporada. Prêmios são negociados na faixa entre 95/115. Indicações no oeste do estado na faixa entre R$ 108,00/110,00, dependendo de localização e de prazo de pagamento; em Paranaguá, na faixa entre R$ 116,00/118,00.

MILHO – CBOT trabalha em alta de 2 a 3 cents nesta manhã, a U$ 3,29/setembro.
-Mercado mais firme em resposta a sinais de aumento da demanda pelo produto norte-americano, notadamente por parte da China; além disto, a qualidade das lavouras de milho dos EUA perdeu alguns pontos na última semana. Em contrapartida, a previsão de melhora do clima para os próximos dias atua como fator limitante dos ganhos.
-No mercado interno, a comercialização segue lenta. De um lado, se configura um quadro de atraso da colheita e ainda é limitado o ingresso de produto novo. De outro, as integrações contêm as compras em volumes realmente necessários para fazer a ponte, aguardando a intensificação da oferta, também levando em conta que existe bom volume negociado antecipadamente.
– De maneira geral, tudo indica que não haverá maiores pressões de preço com o ingresso da safrinha. Diversas razões concorrem para isto: certa quebra de safra, desvalorização do Real, alta dos preços internacionais, expectativa favorável quanto à demanda doméstica e possibilidade de redução de área de milho na próxima safra de verão.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 45,00 / 46,00 por saca para produto disponível. Nos portos, indicações na faixa de R$ 49,00/50,00 por saca.

– CÂMBIO – Opera em leve baixa neste momento, na faixa de U$ 5,36. Ontem, fechou em R$ 5,384. (Granoeste – Camilo / Stephan).