Comentário de Mercado

SOJA – Chicago trabalha em alta de 3a 5 cents, a U$ 9,02/agosto, nesta manhã de segunda-feira. Na semana passada, os ganhos foram de 1,5% e, até aqui, no mês de julho, de 1%. Porém, desde o início do ano as perdas ainda são de 7,5%.
– Mercado segue atento ao clima nos campos do Meio Oeste, onde as temperaturas estão em elevação em importantes estados de cultivo. Logo mais, no fim da tarde haverá uma nova atualização das condições das lavouras.
– O mercado também monitora de perto a demanda chinesa, que está mais agressiva a cada dia. Os preços dos óleos vegetais dispararam, com alta de 7% desde o início de julho, com o aumento da demanda para consumo humano e para a produção de biodiesel.
– Circularam rumores de que a China recusou um cargueiro de canola europeia por não atingir os padrões de qualidade exigidos para descarga do produto. Isto reduziu ainda mais a oferta doméstica.
– A China segue comprando mais soja nos EUA. O governo chinês sinaliza se manter firme (também por necessidade) no cumprimento da fase I do acordo comercial com os EUA, apesar das constantes tensões políticas. Na última semana os negócios com soja superaram 1,0MT entre os dois países.
– Com a expressiva participação do Brasil, em junho a China bateu o recorde histórico mensal na importação de soja, com 11,2MT. o recorde anterior era de julho de 2017, com 10,1MT.
– A soja norte-americana está entre 15 e 20 dólares/tons, mais barata do que a soja brasileira. A diferença de preço tende a ficar ainda maior com a baixa disponibilidade no Brasil e com a chegada da nova safra dos EUA.
– Mercado brasileiro segue com oferta restrita e com preços internos começando a se impor sobre os preços de exportação. Os prêmios nos portos se mantêm firmes, na faixa entre 105/125; porém os negócios estão se escasseando. No oeste do estado, indicações de compra na faixa de R$ 110,00/112,00; em Paranaguá, entre R$ 116,00/118,00.

MILHO – CBOT trabalha em baixa de 2 a 4 cents nesta manhã, a U$ 3,30/setembro, diante da perspectiva de chuvas no Meio-Oeste. Entretanto, em alguns estados, como Illinois e Missouri, são esperadas temperaturas bastante elevadas. A BMF opera a R$48,25 (+0,86%) /setembro.
– As tão aguardadas compras chinesas nos EUA foram vistas em peso na semana passada. Uma série de negociações privadas totalizaram cerca de 3,2MT, a maioria para temporada 2020/21.
– Na Argentina, a produção de milho para 2020/21 é projetada em 46MT, com diminuição de 7% na área de plantio. Produtores estão reduzindo o interesse pelo grão em razão das incertezas domésticas e internacionais, margens mais apertadas e problemas de clima.
– De acordo com a consultoria Safras & Mercados, a colheita da safrinha atinge 40,6% em todo território nacional, contra 60,7% da mesma data do ano anterior e 40,3% de média histórica. Os percentuais colhidos por estado são: Mato Grosso (67,8%), Mato Grosso do Sul (26,3%), Goiás (22,7%), Paraná (19,5%), São Paulo (7,1%) e Minas Gerais (3,0%).
– No mercado interno, a comercialização segue lenta, mesmo com o melhor avanço da colheita verificado na última semana. Muitas integrações passam a dar preferência para o recebimento dos volumes negociados antecipadamente.
– De maneira geral, tudo indica que será restrita a pressão de preços com a intensificação da colheita. Diversas razões concorrem para isto: certa quebra de safra, desvalorização do Real, alta dos preços internacionais, expectativa favorável quanto à demanda doméstica e possibilidade de redução de área de milho na próxima safra de verão.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 44,50 / 45,50 por saca para produto disponível. Nos portos, indicações na faixa de R$ 49,50/50,50 por saca.
– CÂMBIO – Opera em leve baixa neste momento, na faixa de U$ 5,37. Sexta-feira fechou em R$ 5,385 (Granoeste – Camilo / Stephan).