Comentário de Mercado

SOJA – Chicago trabalha em queda de 4 a 5 cents nesta manhã de quinta-feira, a U$ 8,92/março. Ontem, depois de trabalhar com perdas, o mercado se recuperou e fechou com 5 cents de alta.

Hoje começa o Fórum Anual do USDA e, ao final, nesta sexta-feira, será divulgada uma estimativa de área a ser semeada nesta temporada. As primeiras sondagens indicam forte incremento da área de soja, podendo chegar a 34,5 milhões de hectares, ante 31 milhões de hectares do último ano. O produtor norte-americano estaria influenciado pelo acordo celebrado em janeiro, confiando que a China voltará a comprar grandes volumes de soja, e de produtos agropecuários em geral, nos EUA.

O fato é que no último ano, em razão do clima excessivamente chuvoso, os produtores não conseguiram implantar as lavouras inicialmente previstas. Porém, os voltarmos às duas safras imediatamente anteriores, observamos os recordes históricos de área semeada: em 2017/18, a área plantada chegou a 36,5MH e em 2018/19, a 36,1MT.

Atualização sobre o coronavírus: 75.750 casos confirmados, com 2.130 mortes e 16.850 pacientes recuperados e liberados dos hospitais.

O mercado segue cauteloso, observando a evolução das epidemias de coronavírus (em humanos) e peste suína africana (em animais), sobretudo na China. Além disto, segue a expectativa pelo retorno das companhias chinesas ao mercado norte-americano, em razão do acordo celebrado em janeiro e em razão do congestionamento de navios nos portos brasileiros.

Enquanto isto, a safra brasileira chega com força ao mercado, com a colheita se aproximando de um terço da área. Os prêmios nos portos brasileiros perderam força nos últimos dias e são cotados entre 45 e 60 cents sobre Chicago. Ao mesmo tempo, a taxa de câmbio volta a registrar máximas históricas, contrabalançando as forças negativas na formação do preço doméstico.

Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 80,50/81,00 – dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento; na faixa de 82,00 na ferrovia/Cascavel e em Paranaguá, entre R$ 89,00/89,50.

MILHO – Contratos futuros em Chicago trabalham em baixa nesta manhã de quinta-feira, a 3,79/março. A BMF trabalha em alta de 0,2%, cotada a R$52,20/março.

De acordo com Paulo Molinari, da Consultoria Safras & Mercado, “o mercado continua lento e firme; a logística da soja começa a dificultar o fluxo do milho e os preços podem subir após o Carnaval”.

De acordo com o DERAL, no Paraná, 13% do milho de verão foi colhido e 46% se encontra em estágio de maturação.

No Rio Grande do Sul, a EMATER divulgou que 43% do milho foi colhido. O milho plantado mais cedo está em melhores condições do que os de plantio mais tardio. Estima-se de 20% a 30% de perdas em produtividade e, consequentemente, suporte para os preços.

Nesta temporada, aproximadamente 75% da produção brasileira de milho será oriunda da safrinha. À medida que a soja é colhida, o milho vai sendo imediatamente semeado. No Mato Grosso e no Paraná, com o atraso da colheita de soja, o plantio da safrinha pode passar da janela ideal, trazendo riscos à produtividade, pois a fase de polinização e de enchimento de grãos acontecerá durante maio e junho, meses em que há possibilidade de tempo seco e/ou geadas. Até semana passada, 14% da safrinha tinha sido plantada no Paraná e mais de 60% no Mato Grosso.

No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 46,00/46,50 e intenções de venda até na faixa acima de R$ 47,00 – dependendo de prazos e de localização. Porto, com indicações entre R$ 42,50/43,50 por saca.

(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ. PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).

 

DÓLAR – Opera em alta, atingindo novos recordes para a era Real – cotado em R$ 4,39 (GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).