Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera no campo negativo nesta manhã de terça-feira, com perdas entre 5 e 6 cents, a U$ 8,96/agosto. Depois de cinco sessões em alta e ganhos de 28 cents, o mercado recua com base na boa evolução das lavouras norte-americanas.
– Contrariando a expectativa do mercado, no fim da tarde de ontem, o USDA informou que as lavouras de soja ganharam em qualidade no decorrer da última semana. As áreas tidas como boas/excelentes somam 69%, ante 68% de uma semana atrás; regulares, 24%, contra 25% e as lavouras consideradas ruins/péssimas se mantêm em 7%. Na mesma semana do ano passado, os índices eram, respectivamente, 54%, 34% e 12%.
– O desenvolvimento também está mais adiantado. 64% das áreas entraram em floração, ante 35% de um ano atrás e 57% de média histórica; 25% está em formação de vagens, contra 6% da mesma data de 2019 e 21% de média.
– Além do andamento da safra, o mercado está atento ao interesse chinês pela soja norte-americana, que vem aumentando nas últimas semanas. O mercado espera bons volumes no relatório de exportações desta quinta-feira.
– As exportações brasileiras de soja somam, em julho, 6,83MT, totalizando 68,3MT nesta temporada – informa a SECEX. No mesmo período do ano passado, o volume exportado alcançava 50,2MT. As projeções indicam embarques entre 86,0MT e 88,0MT, ante 78,0MT do último ano.
– Apesar dos recuos no câmbio e na bolsa norte-americana, os produtores que ainda detêm lotes remanescentes não se mostram dispostos a ceder em suas indicações de venda. Por esta razão, o mercado segue com reduzido volume de negócios, praticamente paralisado.
– Preços internos começam a se impor sobre os preços de exportação e passam a ser definidos pela demanda mais regionalizada. Os prêmios nos portos se mantêm firmes, na faixa entre 120/135. No oeste do estado, indicações de compra na faixa de R$ 109,00/110,00; em Paranaguá, entre R$ 116,00/117,00.

MILHO – CBOT trabalha em baixa de 2 a 4 cents nesta manhã, a U$ 3,25/setembro, diante da perspectiva de chuvas no Meio-Oeste e diante da manutenção da qualidade das lavouras, uma vez que o mercado aguardava certa deterioração ao longo da última semana.
– O levantamento das condições de safra, divulgado pelo USDA no fim da tarde de ontem, trouxe as seguintes condições para as lavouras de milho: boas/excelentes, 69% (mesmo índice da semana anterior e acima da previsão dos analistas de 68%); regulares, 23% (23% na semana passada) e ruins/Muito ruins, 8% (mesmo índice da semana prévia). Na mesma semana de 2019, os índices eram, na mesma ordem, 57%, 30% e 13%.
– Quanto ao estágio, 59% entraram em floração, ante 30% de um ano atrás e 54% de média histórica; 9% estão em formação dos grãos, contra 4% da mesma data do ano passado e 7% de média.
– O USDA também divulgou que as inspeções de exportação atingiram 1,14MT, ficando acima da expectativa do mercado, que era de 0,9MT. A maior parte deste volume foi para a China.
– O acumulado das vendas norte-americanas de milho desde 1º de setembro/19 totaliza 36,34MT, ante 43,61MT do mesmo intervalo do ciclo anterior.
– As exportações brasileiras de milho começam a ganhar ritmo e chegam a 1,73MT neste mês de julho – informa a SECEX. Nesta estação, alcança a 3,24MT, ante 8,5MT do mesmo intervalo da temporada passada.
– No mercado interno, a comercialização segue comedida, mesmo com o avanço da colheita, que ganha melhor ritmo nestes dias. Muitas integrações passam a dar preferência para o recebimento dos volumes negociados antecipadamente.
– De maneira geral, tudo indica que será restrita a pressão de preços, mesmo com a intensificação da colheita. Diversas razões concorrem para isto: certa quebra de safra, desvalorização do Real e melhores níveis de preço de exportação, expectativa favorável quanto à demanda doméstica, boa capitalização dos produtores e possibilidade de redução de área de milho na próxima safra de verão.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 45,00 / 45,50 por saca para produto disponível. Nos portos, indicações na faixa de R$ 49,00/50,00 por saca.
– CÂMBIO – Opera em queda acentuada neste momento, na faixa de U$ 5,26, diante das melhores perspectivas para avanço de reformas no Congresso Nacional e diante do otimismo em relação à descoberta de vacinas contra o coronavírus. Ontem fechou em R$ 5,342. (Granoeste – Camilo / Stephan).