Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em alta de 2 a 4 cents, a U$ 9,02/agosto, nesta manhã de quinta-feira, dando sequência ao tom positivo verificado na jornada anterior.
– Apesar da escalada das tensões entre China e EUA, o mercado segue reportando novas e expressivas operações com soja entre os dois países. Não existe saída mágica; precisando, a China irá comprar em solo norte-americano, que é onde tem produto disponível.
– As tradings chinesas enxugaram os estoques brasileiros e, por aqui, os preços internos começam a ficar acima da paridade internacional; ao mesmo tempo, nos EUA as indicações de venda estão na faixa de U$ 20,00/ton mais em conta.
– Além do aumento das exportações norte-americanas para empresas chinesas, no curto prazo o mercado será definido pela evolução da safra nos campos do Meio Oeste – que, até aqui, tem se desenvolvido dentro da normalidade. Porém, as lavouras vivem seu momento mais crítico, que são as fases de floração e formação de vagens e grãos e merecem toda a atenção.
– Como pano de fundo, certo otimismo tomou conta dos mercados diante dos avanços para a descoberta de vacinas contra o coronavírus. Muitas economias retomam as atividades num ritmo mais próximo do normal.
– Internamente, apesar de ainda cedo na estação, já se observa que que os preços começam a se impor sobre a paridade de exportação, e passam a ser definidos pela demanda regionalizada. Os prêmios nos portos se firmaram ainda mais e são indicados entre 135/145. No oeste do estado, indicações de compra na faixa de R$ 107,00/109,00; em Paranaguá, entre R$ 115,00/118,00.

MILHO – CBOT trabalha em baixa de 1 a 2 cents nesta manhã, a U$ 3,26/setembro. O aumento das tensões entre China e EUA e bom clima para as lavouras norte-americanas pressionam as cotações. Por outro lado, a demanda aquecida pelo cereal estadunidense limita as perdas. A BMF opera em R$ 46,71/setembro (-0,93%).
– O USDA divulgou que os embarques semanais de milho ficaram em 1,05MT. Na temporada, chegam em 37,03MT, contra 45,28MT do mesmo período do ciclo anterior. As vendas acumuladas somam 43,71MT, ante 49,74MT do mesmo intervalo do ano passado.
– De maneira geral, mesmo com a queda da taxa cambial e intensificação da colheita, a tendência é que os preços internos sofram pouca pressão e se mantenham acima da paridade de exportação nos estados mais ao sul da região produtora – notadamente no Paraná e no Mato Grosso, que são mais devotados ao abastecimento doméstico. Diversas razões concorrem para isto: certa quebra de safra, expectativa favorável quanto à demanda interna, boa capitalização dos produtores e possibilidade de redução de área de milho na próxima safra de verão.
– Com a seca que vem se estendendo, a colheita avança em melhor ritmo. No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 44,00 / 45,00 por saca para produto disponível. Nos portos, indicações na faixa de R$ 48,00/49,50 por saca.
– CÂMBIO – Recupera-se das perdas dos últimos dois dias, neste momento na faixa de U$ 5,19 (+1,21%). Ontem fechou em R$ 5,115. (Granoeste – Camilo / Stephan).