Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em ligeira alta nesta manhã de segunda-feira, a U$ 9,06/agosto. Apesar do agravamento das tensões entre China e EUA e apesar da pandemia do coronavírus, o mercado segue reportando novos negócios entre os dois países, envolvendo soja e outros produtos agropecuários.
– Além da demanda chinesa e da deterioração das relações entre as duas maiores economias do mundo, o mercado segue atento no desenvolvimento da safra norte-americanas. Logo mais, no fim da tarde, o USDA irá divulgar uma nova atualização, indicando a qualidade e o estágio das lavouras.
– A China segue ávida por soja. Agora, com a escassez no Brasil, a prospecção de volta para os EUA. Em junho os chineses importaram 11,2MT de soja, das quais 10,5MT foram originadas no Brasil (um novo recorde mensal). Depois de dois anos de ataque da epidemia de peste suína africana, o país retoma a produção de suínos e deve bater um novo recorde na importação de soja, estimado em 96MT, ante 82,5MT do ano passado.
– No mercado interno os preços seguem a tendência de alta. O forte ritmo das exportações tende a antecipar a escassez para uso doméstico e, em muitas regiões, os preços dão claros sinais de se posicionarem acima da paridade internacional.
– A semana começa com indicações de compra mais firmes. No oeste do estado chance de negócios entre R$ 109,00/111,00 e em Paranaguá, entre R$ 116,00/118,00.

MILHO – CBOT trabalha praticamente zerada nesta manhã, a U$ 3,26/setembro. As atenções se voltam para o aumento das tensões entre China e EUA e para as condições das lavouras norte-americanas, cujo levantamento será divulgado logo mais no final da tarde. A BMF opera em R$ 48,56/setembro (+1,16%).
– No cenário internacional, investidores apostam na alta do milho diante da maior demanda pelos produtos agrícolas norte-americanos. Por outro lado, a expectativa é de melhora nas condições das lavouras estadunidenses, depois de boas chuvas em extensas áreas do Corn Belt.
– No Brasil, a colheita da safrinha chega a 51,6%, ante 74% na temporada anterior e 52% de média, informa a consultoria Safras & Mercado. No Paraná, este índice é de 23,5%, contra 78% do mesmo intervalo no ano passado e 46% de média. Demais estados: Mato Grosso, 81,7%; Goiás, 42,6%; Mato Grosso do Sul, 28,8%; Minas Gerais, 12% e São Paulo, 10,2%.
– Depois de uma ligeira pressão, provocada pela queda do câmbio e sobretudo, pela intensificação da colheita, o mercado se mostra firme, novamente. A tendência é que os preços sejam pouco afetados neste momento – notadamente no Paraná e no Mato Grosso, que são mais devotados ao abastecimento doméstico. Os fatores mais recorrentes são: certa quebra de safra, expectativa favorável quanto à demanda interna, boa capitalização dos produtores e possibilidade de redução de área de milho na próxima safra de verão.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 44,50 / 45,50 por saca para produto disponível. Nos portos, indicações na faixa de R$ 49,50/51,00 por saca.
– CÂMBIO – Opera em alta nesta manhã de segunda-feira, na faixa de U$ 5,22. Sexta-feira fechou em R$ 5,2060. (Granoeste – Camilo / Stephan).