Comentário de Mercado

SOJA – Chicago registra fortes perdas (de 8 a 10 cents, a U$ 8,97/agosto) nesta manhã de terça-feira. O mercado se surpreendeu com a expressiva melhora das lavouras dos EUA no decorrer da última semana.
– Em boletim divulgado no início da noite de ontem, o USDA informou que 72% das lavouras se encontram em boas/excelentes condições, alta de 3 pontos percentuais em relação à semana anterior. As áreas tidas como regulares somam 22%, ante 24% de sete dias atrás e aquelas consideradas ruins/péssimas, apenas 6%, queda de um ponto na semana. Na mesma semana de 2019, os índices eram, na mesma ordem, 54%, 33% e 13%.
– Quanto ao estágio, 76% das lavouras entraram em floração, ante 52% de um ano atrás e 72% de média histórica; 43% estão em formação de vagens, contra 17% da mesma data do ano passado e 36% de média.
– O Index, cujo valor 100 representa evolução normal das lavouras, está em 105, contra 97 da mesma data do ano passado. Isto significa que a evolução das lavouras está acima do que é considerado normal.
– As exportações brasileiras de soja chegam a 8,73MT neste mês de julho, elevando o total desta estação para 70,9MT – informa a SECEX. No mesmo intervalo do ano passado, os embarques somavam 51,3MT. A meta deste ano prevê embarques de 86,0/88,0MT, ante 75,0MT do último ciclo.
– Apesar de perdas na bolsa norte-americana, os preços internos no Brasil são sustentados pela elevação dos prêmios nos portos (entre 140/155), pela taxa cambial e pela escassez de oferta. O forte ritmo das exportações tende a antecipar a falta de produto para uso doméstico e, em muitas regiões, os preços dão claros sinais de se posicionarem acima da paridade internacional.
– No oeste do estado chance de negócios entre R$ 109,00/111,00 e em Paranaguá, entre R$ 116,00/118,00.

MILHO – CBOT trabalha em baixa de 3 pontos, a U$ 3,21/setembro, pressionada pelo bom andamento das lavouras norte-americanas, conforme boletim divulgado pelo USDA no fim da tarde de ontem. A BMF opera em R$ 48,80/setembro (-0,18%).
– De acordo com o USDA, as lavouras de milho apresentaram melhora significativa de três pontos ao longa da última semana. As áreas tidas como bom/excelente somam 72%, ante 69% da semana anterior e 58% de um ano atrás; 21% são consideradas regulares, ante 23% da semana prévia e 30% da temporada passada; a categoria ruim/muito ruim perdeu um ponto, caindo para 7%, contra 8% da semana anterior e 12% da temporada anterior.
-Quanto ao estágio, 82% entraram na fase de pendoamento, ante 51% de um ano atrás e 75% de média histórica; 22% entraram em formação de grãos, contra 11% da mesma semana de 2019 e 17% de média.
– O número index (cujo valor 100 representa evolução normal das lavouras) está em 105, ante 104 da semana passada e 99 da mesma semana de 2019.
– De acordo com a Secex, as exportações de milho brasileiro somam, até aqui, neste mês de julho, 2,74MT e, nesta temporada, iniciada em fevereiro, 4,25MT – contra 10,5MT do mesmo intervalo da estação passada. O line-up dos portos brasileiros indica a possibilidade de embarques superiores a 5,0MT neste mês de julho. A meta para este ano prevê exportações de 34MT, contra 42,9MT do ano anterior.
– Depois de uma ligeira pressão, provocada pela queda do câmbio e sobretudo, pela intensificação da colheita, o mercado se mostra firme, novamente. Os fatores mais recorrentes que promovem sustentação, são: certa quebra de safra, expectativa favorável quanto à demanda interna, boa capitalização dos produtores e possibilidade de redução de área de milho na próxima safra de verão.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 44,50 / 45,50 por saca para produto disponível. Nos portos, indicações na faixa de R$ 49,50/51,00 por saca. Preços sustentados também pela elevação dos prêmios.

CÂMBIO – Opera em alta nesta manhã de terça-feira, na faixa de U$ 5,19. Ontem fechou em R$ 5,161.
(Granoeste – Camilo / Stephan).