Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em leve baixa, a U$ 8,94/agosto, nesta manhã de quarta-feira, dando sequência às perdas acentuadas, superiores a 10 cents, verificadas na sessão anterior. A reação negativa é atribuída à surpreendente melhora das lavouras norte-americanas.
– Ao longo da semana passada, com boas chuvas em extensas áreas do Meio Oeste, as lavouras tiveram franca recuperação. De acordo com o USDA, 72% das áreas se encontram em boas/excelentes condições, alta de 3 pontos percentuais em relação à semana anterior. Na mesma época do ano passado, apenas 54% das lavouras eram tidas como boas/excelentes.
– Os dados do USDA também mostram que, além de melhores, o desenvolvimento das lavouras está bastante adiantado. Setenta e seis por cento das áreas estão em floração, ante 52% de um ano atrás e 72% de média histórica; 43% estão em formação de vagens, contra 17% da mesma data do ano passado e 36% de média.
– Além do bom andamento da safra norte-americana, o mercado segue monitorando de perto a demanda chinesa, sobretudo o apetite pelas compras nos EUA, que foram retomadas com bons volumes neste mês de julho, com a drástica redução da oferta brasileira.
– Os preços no mercado brasileiro seguem muito bem sustentados. Os prêmios nos portos giram entre 150/160 cents. Além disto, começa a se configurar um quadro de escassez de soja para atendimento do consumo doméstico, com antecipação da entressafra. Por esta razão, as indicações de compra passam a ganhar asas próprias e, em muitas regiões, há claros sinais de preços acima da paridade internacional.
– No oeste do estado chance de negócios entre R$ 109,00/111,00 e em Paranaguá, entre R$ 116,00/118,00.

MILHO – CBOT opera em leve baixa, a U$ 3,19/setembro, depois de perdas superiores a 1,5% apuradas na sessão de ontem. O mercado segue digerindo a surpreendente avalição positiva das lavouras dos EUA.
– De acordo com o USDA, as lavouras de milho apresentaram melhora significativa de três pontos ao longa da última semana. As áreas tidas como bom/excelente somam 72%, ante 69% da semana anterior e 58% de um ano atrás.
– Com 82% das áreas na fase de pendoamento, as lavouras estão muito à frente dos 51% de um ano atrás e dos 75% de média histórica; 22% entraram em formação de grãos, contra 11% da mesma semana de 2019 e 17% de média.
– O mercado segue avaliando a demanda pelo cereal, especialmente a intenção chinesa de comprar mais volumes nos EUA. A retomada da produção de suínos na China é outro ponto de atenção, juntamente com o avanço das pesquisas para a descoberta de vacinas contra da pandemia do coronavírus.
– Depois de uma ligeira pressão, provocada pela queda do câmbio e sobretudo, pela intensificação da colheita, o mercado se mostra firme, novamente. Os fatores mais recorrentes que promovem sustentação, são: certa quebra de safra, expectativa favorável quanto à demanda interna, boa capitalização dos produtores e possibilidade de redução de área de milho na próxima safra de verão.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 45,00 / 46,00 por saca para produto disponível. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 50,00/51,00 por saca. Preços sustentados também pela elevação dos prêmios.

CÂMBIO – Opera em queda nesta manhã de quarta-feira, na faixa de U$ 5,14. Ontem fechou em R$ 5,162. (Granoeste – Camilo / Stephan).