Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em alta de 3 a 5 cents, a U$ 8,94/setembro, em meio ao aumento da demanda por óleos vegetais para a produção de biodiesel. O mês de julho fechou com os preços praticamente estabilizados na bolsa norte-americana. Porém, desde o início do ano as perdas chegam a 8%.
– Apesar do aumento das tensões comerciais e geopolíticas, o mercado aguarda novas e expressivas compras de soja da China nos EUA. Com a boa evolução da nova safra, os norte-americanos se tornam a opção mais disponível para abastecimento do mercado chinês – que deve importar neste ano cerca de 96,0MT, ante 82,5MT do ano passado.
– Logo mais, no fim da tarde, o USDA deverá divulgar uma nova atualização sobre a evolução da safra norte-americana. Na segunda-feira da semana passada houve surpresa com melhora de três pontos percentuais na qualidade das lavouras.
– Demanda crescente, andamento da safra norte-americana e retomada das economias seguem como fatores preponderantes na formação do preço internacional.
– Diante do baixo volume de oferta e da retração do produtor, o mercado interno segue cada vez mais firme, surfando na escassez de ofertas. Os prêmios se mantêm em alta nos portos e giram entre 155/170 cents. Dado o grande volume de exportações, que pode chegar a 88,0MT, já esse configura um quadro de falta de produto para atender o consumo doméstico, com antecipação da entressafra.
– No oeste do estado chance de negócios entre R$ 112,00/115,00 e em Paranaguá, entre R$ 118,00/120,00.

MILHO – CBOT opera em leve alta nesta manhã, a U$ 3,18/setembro. O mercado busca recuperação frente às perdas expressivas do mês de julho, postado em notícias sobre novas vendas de milho norte-americano; porém, os ganhos são limitados pelas boas condições das lavouras dos EUA. A BMF opera em R$ 51,68 (+1,33%)/Setembro.
– No acumulado do mês de julho, o contrato setembro na CBOT teve queda mais de 7%, sendo 3,1% somente na última semana.
– De acordo com IMEA, a colheita no Mato Grosso chega a 93,5%, ante 86,7% da semana passada e 97,7% do mesmo período da temporada anterior.
– Apesar da queda do preço internacional, no Brasil as indicações se mantêm firmes devido à taxa de câmbio e a alta dos prêmios nos portos. Além disto, mesmo com avanço da colheita, as ofertas são escassas e os produtores seguem retraídos diante de certa quebra da safra e das boas perspectivas até o final do ano. Pesa também as intenções de plantio, que pendem mais para a soja, para a próxima safra de verão.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 45,50 / 46,50 por saca para produto disponível. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 50,00/51,00 por saca.
– CÂMBIO – Opera em alta nesta manhã de segunda-feira, na faixa de U$ 5,25. Na Sexta-feira, fechou em R$ 5,216. (Granoeste – Camilo / Stephan).