Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em queda de 3 a 5 cents, a U$ 8,89/setembro, diante do bom desenvolvimento da safra norte-americana. Ontem houve ganhos de 2 a 3 cents nos principais vencimentos.
– O USDA divulgou, no fim da tarde de ontem, um novo levantamento sobre o desenvolvimento das lavouras, mostrando melhora de um ponto percentual na qualidade das plantas. As áreas tidas como boas/excelentes somam 73%, ante 72% da semana anterior; regulares, 21%, contra 22% de sete dias atrás e ruins/péssimas, mantido o índice em 6%. Na mesma semana do ano passado, os índices eram, respectivamente, 54%, 33% e 13%.
– Quanto ao estágio, 85% entraram em floração, ante 68% de um ano atrás e 82% de média histórica; 59% estão em formação de vagens, contra 32% da mesma semana de 2019 e 54% de média.
– Além do monitoramento da safra, o mercado segue atento à demanda pelo produto norte-americano. Ontem houve reporte de venda de 260 mil tons, sendo parte para embarque imediato. Os participantes também se mantêm atentos em relação ao avanço da pandemia de coronavírus, bem como no desenvolvimento de vacinas eficazes para controlar a doença.
– Internamente, para produto disponível, os preços seguem em alta, independentemente das oscilações externas de Chicago e prêmios. Depois de grandes volumes de exportações, que podem chegar a 88,0MT, o abastecimento doméstico ficou comprometido. A disputa por lotes remanescentes nesta entressafra será como jamais visto.
– Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 115,00/117,00 e em Paranaguá, entre R$ 121,00/123,00.

MILHO – CBOT opera em leve baixa nesta manhã, a U$ 3,15/setembro. O mercado é pressionado pela manutenção da bela condição das lavouras norte-americanas e pela subsequente perspectiva de clima favorável. A BMF opera em R$ 53,12 (+0,60)/Setembro.
– De acordo com o USDA, as condições das lavouras de milho nos EUA não tiveram alteração em relação à semana passada, e estão classificadas em: boas/excelentes, com 72% (contra 57% da mesma data da temporada anterior); regulares, com 21% (contra 30% de um ano atrás) e ruim/muito ruim, com 7% (ante 13% na temporada anterior).
– Os estágios são: pendoamento 92% (contra 82% da semana anterior, 72% da mesma época do ano passado e 87% de média); a formação de grãos chegou a 39% (ante 22% da semana prévia, 20% da mesma data da temporada passada e 33% de média).
– As inspeções de embarque de milho norte-americano referentes à semana passada ficaram em 0,76MT, abaixo das expectativas do mercado, que imaginava algo acima de 0,9MT. No mesmo intervalo do ano anterior, o volume foi de 0,64MT.
– De acordo com Safras & Mercado, a colheita da safrinha chega a 63,8% em nível de Brasil, ante 84,5 na mesma semana do ano passado e média histórica de 65,2%. Os índices por estado são: Mato Grosso, 92,3%; Goiás, 61,1%; Paraná, 35,7%; Mato Grosso do Sul, 34,5%; Minas Gerais, 32% e São Paulo, 25,4%.
– Apesar da queda do preço internacional, no Brasil as indicações se mantêm firmes devido à taxa de câmbio e a alta dos prêmios nos portos. Além disto, mesmo com avanço da colheita, as ofertas são escassas e os produtores seguem retraídos diante de certa quebra da safra e das boas perspectivas de mercado até o final do ano. Também contribuem para a formação do preço as intenções de plantio, que pendem mais para a soja na próxima safra de verão.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 46,00 / 47,00 por saca para produto disponível. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 51,00/52,00 por saca.
– CÂMBIO – Opera em alta nesta manhã de terça-feira, na faixa de U$ 5,37. Ontem, fechou em R$ 5,314. (Granoeste – Camilo / Stephan).