Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera estável, a U$ 8,79/setembro, nesta manhã de quarta-feira, depois de perdas de 13 cents verificadas na sessão de ontem. As boas condições das lavouras e as perspectivas de safra cheia limitam as chances de retomada dos ganhos.
– Na próxima semana, o USDA irá divulgar o relatório mensal de oferta e demanda. O levantamento de agosto é o primeiro da temporada com base em pesquisa e observação de campo. Algumas consultorias privadas avaliam que haverá surpresas positivas quanto à produtividade das lavouras.
– Se as projeções de oferta estão em alta, também as perspectivas de demanda são animadoras. Consultorias privadas estimam que a China poderá importar entre 11,0MT e 13,0MT de soja dos EUA até o final deste ano. A meta prevista pelo USDA indica que China deverá importar 96,0MT neste ano, ante 82,5MT do ano passado.
– As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo recorde; em julho somaram 10,4MT, ante 7,8Mt do mesmo mês de 2019. Na temporada, iniciada em fevereiro, segundo a SECEX, o volume alcança 70,6MT, ante 52,9MT do mesmo intervalo da temporada passada. O line-up de agosto sinaliza embarques de cerca de 7,0MT. As previsões apontam para exportações de 86,0MT/88,0MT neste ciclo, ante 78,0MT do último ano.
– Guiados pelo consumo interno, os preços para produto disponível seguem em alta, independentemente das oscilações externas de Chicago e prêmios. Depois de grandes volumes de exportações, o abastecimento doméstico ficou comprometido; o que se vê é uma intensa disputa pelos poucos lotes que surgem para venda. Os preços estão se firmando acima da paridade de exportação, fenômeno que deverá permear todo o período de entressafra.
– Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 115,00/117,00 e em Paranaguá, entre R$ 121,00/122,00.

MILHO – CBOT opera em leve alta nesta manhã, a U$ 3,10/setembro. O mercado busca recuperação frente às perdas robustas de ontem, quando chegou ao pior patamar das últimas cinco semanas. As atenções estão voltadas para o bom desempenho da safra norte-americana e para o clima adequado que está para as previsões. A BMF opera em R$ 52,51 (+1,12%)/Setembro.
– De acordo com a consultoria StoneX, a previsão de produtividade final de milho nos EUA poderá ficar em 190,8 scs/ha. No último relatório, o USDA previa 186,7 scs/ha.
– De acordo com a Secex, as exportações brasileiras de milho somaram, no mês de julho, 4,15MT, ante 6,31MT do mês de julho de 2019. Na temporada os embarques chegam a 5,37MT, contra 11,8MT do mesmo intervalo da estação passada.
– O line-up dos portos brasileiros indica a previsão de embarque de 6,3MT de milho durante agosto.
– Segundo Deral, a colheita da safrinha paranaense chega a 37%. As condições das lavouras ainda no campo, são: 45% boas; 38%, médias e 17%, ruins. Os estágios em que se encontram são: 17% em frutificação e 83% em maturação.
– No Brasil, as indicações de preço se mantêm firmes, mesmo com avanço da colheita. As ofertas são escassas e os produtores seguem retraídos diante de certa quebra da safra e das boas perspectivas de mercado até o final do ano. Os preços internacionais, notadamente com a ajuda do câmbio e dos prêmios, também são atrativos.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 46,50 / 47,50 por saca para produto disponível. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 51,00/52,00 por saca.
– CÂMBIO – Opera em baixa nesta manhã de quarta-feira, na faixa de U$ 5,28. Ontem, fechou em R$ 5,29. (Granoeste – Camilo / Stephan).