Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em ligeira alta nesta manhã de sexta-feira, a U$ 8,94. Ontem houve perdas de 4 cents.
O mercado vive um momento de acomodação e de avaliação. A baixa demanda chinesa, em razão dos transtornos sanitários, bem como as previsões de aumento de área na próxima safra norte-americana deixa os investidores com sentimento de oferta abundante. Entra também nesta conta a chegada da safra brasileira ao mercado – prevista em níveis recordes.
Analistas avaliam que os EUA irão semear 12% a mais de soja, comparativamente ao ano passado, chegando a 34,4 milhões de hectares, ante 31MH. A produção deve alcançar 115MT. Na tarde de hoje, ao final do Fórum Anual, o USDA irá apresentar a primeira estimativa oficial sobre a área de soja. É bom lembrar que, no ano passado, houve sérios transtornos climáticos que limitaram os trabalhos de campo. Na temporada 2017/18, o plantio chegou a 36,5MH e, em 2018/19, a 36,1MH.
Por outro lado, existem sinais positivos sobre a demanda. Os últimos levantamentos, mostram a recuperação dos plantéis de suínos na China pelo quarto mês consecutivo. A luta continua para reestabelecer o rebanho nos níveis pré ocorrência da peste suína africana. Entre setembro e janeiro foi observado aumento de 8% no número de animais e, neste início de ano, não houve reportes de novos surtos da doença – o que deixa o cenário mais otimista, porém, ainda cauteloso.
O secretário de agricultura dos EUA prevê que a China voltará com intensidade ao mercado local no decorrer dos próximos meses (assim que o surto de coronavírus for controlado), buscando cumprir os compromissos previstos no acordo assinado em janeiro.
Internamente, o câmbio em níveis recordes continua favorecendo e sustentando os preços. Os prêmios sentem a pressão da competitividade brasileira e perdem alguns pontos – girando na faixa de 40 a 55 cents sobre a CBOT.
Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 81,00/82,00 – dependendo de prazo e de localização e, em Paranaguá, entre R$ 89,00/89,50.
MILHO – Contratos futuros em Chicago trabalham zerados nesta manhã de sexta-feira, a 3,79/março. Ontem houve perdas de 2 cents. A BMF trabalha em baixa de 0,5%, cotada a R$51,54/março.
Primeiras indicações apontam aumento na área de milho nos EUA, para 38MH, ante 36,3MH da temporada anterior. O USDA deverá liberar a projeção nesta sexta-feira, ao final do fórum anual do órgão.
De acordo com a ANEC (Associação Nacional dos Exportadores de Grãos), para esta temporada, são estimadas exportações de milho entre 30MT a 40MT. Com câmbio em níveis recordes, o produto brasileiro se torna bastante competitivo no cenário internacional, o que pode estimular ainda mais as exportações do grão. Em 2019, o Brasil exportou 43MT de milho, mas, para a estação atual, a projeção é menor devido à demanda doméstica mais agressiva e baixos estoques de passagem.
No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 46,00/46,50 – dependendo de prazos e de localização. Porto, com indicações entre R$ 43,00/43,50 por saca.
(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ. PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).
DÓLAR – Opera novamente em alta histórica, cotado a R$ 4,40 – (GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).