Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em leve alta, de 1 a 3 cents, a U$ 8,78/setembro, nesta manhã de quinta-feira. Depois de duas sessões em queda e perdas de quase 2%, o mercado se anima com o aumento da demanda chinesa. Por outro lado, a boa evolução da safra norte-americana mantém o mercado sob certa pressão.
– Em função das boas condições climáticas, as principais consultorias internacionais começam a especular sobre aumento da produção dos EUA. Na próxima semana, o USDA irá divulgar o relatório de oferta e demanda de agosto, com projeções de safra feitas com base em levantamentos e observações de campo.
– O mercado também está atento no aumento da demanda, sobretudo por parte da China. O USDA informou que, na última semana, houve exportações de 1,76MT, sendo 1,41MT para a próxima estação, que se inicia em primeiro de setembro. Nesta temporada o volume chega a 46,9MT, ante 48,8MT do mesmo intervalo do ano passado.
– Mesmo com o aumento das tensões, a China intensifica as compras nos EUA diante da escassez de oferta na América do Sul.
– A demanda interna para esmagamento segue dando vigor aos preços domésticos, mesmo diante de oscilações negativas na bolsa norte-americana. Além do aumento do consumo de farelos para atender à produção de carnes, o mercado se depara com a intensificação da produção de biodiesel, tendo como base o óleo de soja. O fato é que, depois de grandes volumes de exportações, o abastecimento doméstico ficou comprometido e vem gerando uma intensa disputa pelos poucos lotes que surgem para venda.
– Nos portos, os prêmios giram em níveis superiores a 160 sobre Chicago. Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 118,00/120,00 e em Paranaguá, entre R$ 122,00/123,00.

MILHO – CBOT opera estável nesta manhã, a U$ 3,11/setembro. As boas condições climáticas sobre as lavouras norte-americanas seguem regendo mercado. Ontem, houve alta de 3 cents em resposta a compras por parte de fundos e especuladores e, também, seguindo os ganhos no petróleo. A BMF opera em R$ 53,27 (+0,93%)/ Setembro.
– Apesar das tensões geopolíticas, negociações de milho entre EUA e China continuam acontecendo e, o que se tem visto, é a intensificação das compras por parte dos asiáticos. O USDA divulgou vendas semanais de 2,7MT, sendo que 2,6MT são para embarque na próxima temporada, que se inicia no próximo mês. No acumulado desta temporada, as exportações chegam a 43,8MT, ante 50,0MT do mesmo intervalo da estação passada.
– Consultorias estimam que a produção de milho dos EUA está em alta, podendo chegar a 383MT diante da boa evolução das lavouras. O USDA, em julho, previa 381MT. O relatório mensal de oferta e demanda referente a agosto será divulgado na semana que vem, sendo o primeiro da estação a ser elaborado com base em levantamento de campo.
– No Brasil, as condições das últimas semanas e as projeções de clima para os próximos dias devem contribuir para o bom andamento das colheitas – que está atrasada em relação a anos anteriores.
– As indicações de preço se mantêm firmes, mesmo com avanço da colheita e mais produto nos armazéns. As ofertas são escassas e os produtores seguem retraídos diante de certa quebra da safra e das boas perspectivas de mercado até o final do ano. Os preços internacionais, notadamente com a ajuda do câmbio e dos prêmios, também são atrativos; e as projeções indicam preferência por soja no plantio de verão.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 47,000 / 48,00 por saca para produto disponível. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 51,00/52,00 por saca.
– CÂMBIO – Opera em alta nesta manhã de quinta-feira, na faixa de U$ 5,35. Ontem, fechou em R$ 5,299. (Granoeste – Camilo / Stephan).