Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em leve queda, a U$ 8,64/setembro, nesta manhã de segunda-feira, diante da boa evolução da safra norte-americana e da perspectiva de colheita cheia. Agosto acumula perdas de 3% e, no ano, as perdas chegam a 11%.
– Nesta quarta-feira, o USDA irá divulgar o relatório de oferta e demanda referente a agosto. Os dados referentes à produção dos EUA serão formatados com base em levantamento e informações de campo. Será, portanto, mais condizente com a realidade e com o potencial das lavouras. O mercado espera aumento da produção para algo como 116,4MT, ante 112,5MT do mês passado.
– O mercado vem precificando a perspectiva de boa produção nos EUA. Segue, também, monitorando o aumento das tensões geopolíticas e comerciais entre EUA e China. Porém, mesmo com a crescente desavença entre os dois países, a demanda pela soja norte-americana – única com oferta abundante neste momento – segue em alta.
– A consultoria Safras & Mercado prevê as exportações brasileiras de soja deste ano em 81,0MT e, para o próximo ano, em 83,0MT. Em função do aumento da produção de biodiesel e de carnes, o volume de esmagamento também está em alta, podendo alcançar 44,0MT nesta temporada e 45,0MT no próximo ciclo.
– Os preços domésticos seguem firmes, postados na continuidade da demanda num cenário de extrema escassez do grão. Além do aumento do consumo de farelos para atender à produção de carnes, o mercado se depara com a intensificação da produção de biodiesel, que tem como base o óleo de soja. O fato é que, depois de grandes volumes de exportações, o abastecimento doméstico ficou comprometido e vem gerando uma intensa disputa pelos poucos lotes que surgem para venda.
– Nos portos, os prêmios giram na faixa 165/175. Indicações de compra no oeste do estado ao redor de R$ 120,00 e, em Paranaguá, entre R$ 122,00/124,00.

MILHO – CBOT opera estável nesta manhã de segunda-feira, a U$ 3,09/setembro. Mercado segue sem um rumo definido, com fatores altistas e baixistas em campo. De um lado, o milho busca recuperação frente às perdas da semana passada, seguindo a alta do petróleo. Em contrapartida, o USDA divulgará nesta quarta-feira o relatório mensal de oferta e demanda (WASDE), em que a produção norte-americana é esperada em 385MT, ante 381MT do relatório de julho; além disto, os estoques também são estimados em alta. A BMF opera em R$ 54,80 (+0,09%)/ Setembro.
– O clima nos EUA continua favorecendo as lavouras, fazendo com que a posição setembro, somente na semana passada, perdesse mais de 3%.
– Internamente, as indicações de preço se mantêm firmes, mesmo com avanço da colheita e com mais produto nos armazéns. O volume que vem a mercado é escasso; os produtores seguem retraídos diante de certa quebra da safra e das boas perspectivas de preço até o final do ano. Os preços internacionais, sobretudo com a ajuda do câmbio e dos prêmios, também são atrativos e promovem certo piso para as cotações.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 47,50 / 48,50 por saca para produto disponível. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 53,00/54,00 por saca.
CÂMBIO – A taxa de câmbio voltou a se firmar ao longo da semana passada, voltando ao patamar de R$ 5,40, postada na nova redução das taxas de juros e na desconfiança de que o governo poderá perder o controle do endividamento público. Neste momento opera em ligeira baixa, a U$ 5,39. Na sexta-feira fechou em R$ 5,412. (Granoeste – Camilo / Stephan).