Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em leve alta, a U$ 9,13/setembro, nesta manhã de quarta-feira em meio a perspectivas de clima mais quente e seco nos próximos dias em extensas áreas de cultivo dos EUA. A continuidade de bons volumes de exportações e de esmagamento também são fatores positivos.
– Por outro lado, o tour coordenado pela Pro Farmer, que vai se estender por toda a semana, está constatando que as lavouras estão bem melhores do que nos últimos anos e, por enquanto, segue confirmando as projeções do USDA de uma safra cheia. Em Indiana, por exemplo, foram contadas 1.281 vagens por metro quadrado nas amostragens, contra 923 vagens do ano passado e 1.135 na média dos últimos três anos.
– Apesar de ligeira perda de qualidade, conforme constatado pelo USDA no último relatório de progresso de safra, o desenvolvimento da safra norte-americana segue acima da média de anos anteriores – com 72% das áreas consideradas boas/excelentes, ante 74% da semana passada e 53% da mesma data do ano passado.
– Em relação ao estágio, 96% entraram em floração, contra 88% da mesma semana do ano passado; 84% estão em formação de vagens, ante 64% de um ano atrás.
– O mercado interno segue firme, num cenário de escassez, diante dos grandes volumes vendidos no exterior. Esta situação foi impulsionada pelos preços historicamente altos, derivados da desvalorização do Real. A oferta ficou minguada para atender à demanda interna por farelos e óleos e há projeções para importação de pelo menos 1,2MT até o pico da entressafra, maior volume desde 2003.
– Os prêmios nos portos giram na faixa 165/185. Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 128,00/130,00 e, em Paranaguá, entre R$ 132,00/134,00.

MILHO – CBOT opera em leve baixa, U$ 3,26/setembro, nesta manhã de quarta-feira. Na medida em que avança do tour pelos campos do Meio Oeste, fica mais evidente a qualidade e o alto potencial produtivo das lavouras, inclusive, superando as expectativas dos participantes.
– Contudo, as fortes rajadas de vento da semana passada, que atingiram cerca de 5,0 milhões de hectares, especialmente em Iowa, ainda não estão completamente computadas e as perdas podem causar algum impacto negativo na produtividade em avalições futuras. A BMF opera em R$ 59,62 (+0,93%)/setembro.
– Nos estados já visitados, como Nebraska, Indiana e Ohio, o Crop Tour está revelando produtividade acima do esperado e bem acima da média dos últimos três anos. Ao término, neste fim de semana, será apresentada uma estimativa geral da produção do país, tanto para milho quanto para soja.
– O USDA reportou vendas de milho de 0,19MT para China para a temporada 2020/21 e mais 0,13MT para destinos não revelados.
– A colheita da safrinha no Paraná chega a 63%, de acordo com o Deral. As condições das lavouras ainda no campo, são: 45% boas; 39%, regulares e 16%, ruins. Estágio em que se encontram: 9% em frutificação e 91% em maturação.
– As chuvas nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná estão atrasando ainda mais a colheita, que já vinha bastante lenta em relação a anos anteriores. Crescem as preocupações com a perda de qualidade quando os trabalhos de campo forem retomados.
– No mercado interno, as indicações de preço se mantêm surpreendentemente firmes. O produtor segue retraído em face das perdas de produção por irregularidades climáticas e diante das boas perspectivas de mercado até o final do ano. Os preços internacionais, sobretudo com a ajuda do câmbio e da forte alta dos prêmios, se tornaram ainda mais atrativos e promovem certo piso para as cotações.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 52,00 / 53,50 por saca. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 57,00/59,00 por saca.
CÂMBIO – opera estável neste momento, na faixa de R$ 5,46. Ontem fechou em R$ 5,471. (Granoeste – Camilo / Stephan).