Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em queda de 4 a 5 cents, a U$ 9,08/setembro, em meio a relatos sobre as boas condições das lavouras norte-americanas.
– O crop tour, promovido pela Profarmer, segue seu caminho pelos campos do Meio Oeste e vem atestando a perspectiva de safra cheia para este ano. Em Illinois, por exemplo, a avaliação em várias amostragens resultou na contagem de 1.247 vagens por metro quadrado, contra 998 do ano passado e 1.186 na média de três anos.
– Por outro lado, no oeste de Iowa, região recentemente castigada por fortes tempestades de vento, a situação está um tanto complicada. Ali, a contagem resultou em 1.118 vagens por metro quadrado, ante 1.170 do ano passado e 1.175 da média de três anos.
– Enquanto isto, a demanda chinesa por soja dos EUA segue aquecida. Ontem foi divulgada mais uma negociação com quase 200 mil tons. Foi o 11º dia seguido com registro de operações entre os dois países.
– No mercado doméstico os preços devem seguir firmes, postados na escassez de oferta, depois do ritmo histórico de vendas para o exterior. As operações são apenas pontuais, com definição de preço pela demanda local, voltada para o suprimento de farelo para rações. Além da destinação para consumo humano, o óleo está sendo usado de forma crescente na produção de biodiesel.
– Prêmios em alta (na faixa de 175/190) e câmbio, voltando a patamares superiores a R$ 5,50 também dão suporte para os preços. Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 128,00/130,00 e, em Paranaguá, entre R$ 132,00/135,00.

MILHO – CBOT opera em leve baixa, U$ 3,24/setembro, nesta manhã de quinta-feira, em meio à perspectiva de boa produtividade das lavouras norte-americanas. A BMF opera em R$ 60,86 (+1,70%)/setembro.
– Na maioria dos estados em que o Crop Tour avança, a estimativa de produtividade está acima da média de 3 anos. Contudo, no estado de Iowa, que é o principal estado produtor de soja e milho, as análises ainda são preliminares, mas se estima que 57% da área foi afetada pelas fortes rajadas de vento do início da semana passada.
– De acordo com a agência Reuters, a safra agrícola da Ucrânia pode sofrer redução devido ao clima desfavorável. Em 2019, o país produziu 75,1MT de grãos (sendo 35,8MT de milho e 28,3MT de trigo). A Ucrânia é o quinto maior produtor de milho no mundo, atrás de EUA, China, Brasil e Argentina; é também grande exportadora de cereais, com previsão de embarques nesta temporada de 33,5MT de milho e 18,0MT de trigo.
– No mercado interno, as indicações de preço se mantêm surpreendentemente firmes. O produtor segue retraído em face das perdas por irregularidades climáticas e diante das boas perspectivas de mercado até o final do ano. Os preços internacionais, sobretudo com a ajuda do câmbio e da forte alta dos prêmios, se tornaram ainda mais atrativos e promovem certo piso para as cotações.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 52,50 / 54,00 por saca. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 57,50/59,50 por saca.
CÂMBIO – opera em alta forte alta nesta manhã, na faixa de R$ 5,65, postado nas incertezas políticas internas e no aumento do endividamento público. Ontem fechou em R$ 5,471. (Granoeste – Camilo / Stephan).