Comentário de Mercado

SOJA – A semana começa estável na CBOT. Na semana passada o mercado se mostrou em recuperação, com alta de
pouco mais de 1%. Porém, ainda pesam as perdas acentuadas de janeiro, que superaram 8%.
A China segue concentrando suas compras no Brasil, o que tem ajudado na formação dos prêmios de exportação. Por
outro lado, a falta de compras nos EUA, deixa os participantes receosos quanto ao cumprimento do acordo assinado
no mês passado. O fato é que, se realmente prevalecerem as condições de mercado, o Brasil seguirá competitivo e
atrativo para os chineses.
O avanço do coronavírus continua como grande entrave no desenvolvimento dos negócios. A Atualização mais
recente mostra que a epidemia já se tornou a mais letal das últimas décadas, com 910 mortes e mais de 40 mil casos
confirmados; cerca de 3.500 pessoas foram recuperadas e liberadas dos hospitais.
A colheita da safra brasileira chega a 15%, ante 12,7% de média histórica. No ano passado, na mesa época, o índice
era de 23,7%. O levantamento é da consultoria Safras & Mercado. No Mato Grosso, os trabalhos estão concluídos em
45%; em Goiás, em 10% e no Paraná, em 7%.
Enquanto isto, a comercialização da safra brasileira chega 49,8, ante 38,4% da mesma época do ano passado e 39,5%
de média histórica. Os dados são da consultoria Safras & Mercado – que estima a colheita em 124,55MT, aumento de
4,4% sobre as 119,3MT da safra anterior. A área semeada alcançou 37,07 milhões de hectares, acréscimo de 1,9% em
relação ao ano anterior. Os números, tanto o de colheita quanto o de plantio, marcam novos recordes para a safra
brasileira de soja.
O câmbio bateu um novo recorde da era Real e vem ajudando na formação do preço doméstico. Os prêmios giram
entre 50 e 60 cents. Indicações de compra no oeste do estado na faixa de R$ 79,50/80,50 por saca; em Paranaguá,
entre R$ 86,50/87,00.
MILHO – Contratos futuros em Chicago trabalham em baixa de 4 cents nesta manhã de segunda-feira, a 3,79/março.
Na sexta-feira pregão encerrou com 4 de alta.
Os preços de milho voltam a ser firmar, postado na escassez diante do volume recorde de exportações – ao redor de
43MT. O consumo interno está em alta, com aumento da produção de carnes e de etanol de milho. Além disto, a
safrinha está sendo semeada com certo atraso e as incertezas que rondam a evolução de campo tendem a alimentar a
sustentação dos preços.
Recentemente, o mercado do milho sofreu certa pressão devido ao início da entrada da safra de verão, somada ao
aumento nos custos de frete. Porém, a produção de verão nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul está
projetada abaixo do esperado. No Rio grande do Sul estima-se perdas em torno de 30% e, em Santa Catarina, de 7 a
8%.
A consultoria Safras & Mercado estima safra de brasileira de milho – verão e inverno – em 104,75MT, ante
107,38MT do ciclo anterior. A safra de verão no Centro-Sul deverá totalizar 21,73MT; a safra de inverno, 75MT e o
Nordeste, 8,02MT.
O plantio da safrinha no Mato Grosso chega a 38,94% contra 52,16% do mesmo período no ano anterior. Os dados são
do IMEA.
No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 45,50/46,50 – dependendo de prazos e de localização. Porto, com
indicações entre R$ 42,00/43,00 por saca.
(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA
DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ.
PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA
PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-
8383).
DÓLAR – Opera relativamente em leve queda, na faixa de R$ 4,31 – depois de ter atingido, na última sexta-feira, o
recorde histórico de R$ 4,323. (GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).