Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em alta de 8 a 10 cents, a U$ 14,43/maio, neste momento, manhã de segunda-feira. O mercado está atento em relação ao início do plantio da safra norte-americana, num cenário de aperto no quadro de oferta e demanda. Dúvidas climáticas, sobretudo com a continuidade de temperaturas abaixo da média, acabam promovendo sustentação para os preços. Desde terça-feira da semana passada, quando se iniciou uma série de sessões com fechamento positivo, os preços subiram 4,5% e a CBOT caminha para fechar o décimo mês seguido de alta.
– A recente arrancada dos preços do milho também promove sustentação para os preços da soja. Se a relação de preços entre as duas culturas for muito favorável para o milho, a tendência é que haja transferência de área para o cereal em detrimento da oleaginosa. A relação, que já esteve em 3,0 no início do ano, agora está em 2,47 bushels de milho para um bushel de soja.
– A colheita da safra brasileira chega a 88,2%, ante 91,6% da mesma época do ano passado e 88,9% de média histórica. O levantamento é da consultoria Safras & Mercado. Nos principais estados de cultivo, os trabalhos estão praticamente encerrados. Na Bahia resta ainda 20% para ser colhido; em Santa Catarina, 21% e no Rio grande do Sul, 45%.
– No mercado interno, o volume de negócios segue restrito, uma vez que os produtores, diante da boa capitalização e despois de terem comercializado um volume recorde na modalidade antecipada, preferem aguardar e participar de forma parcelada no decorrer da estação. O período de plantio e evolução da safra norte-americana poderá promover rallies (climáticos) em Chicago e estimular novas altas de preço.
– Os prêmios, um tanto acomodados nos últimos dias, são cotados, no spot, na faixa entre 10 e 20 cents sobre Chicago; para junho/julho, entre 30 e 50 e para agosto, entre 95 e 105 cents. De qualquer forma, a escassez de ofertas impulsiona os preços na medida em que os prazos de embarque e pagamento são dilatados e na medida em que a logística de exportação fica mais favorável.
– Indicações de compra no mercado pronto, no oeste do estado, na faixa entre R$ 171,00/172,00 por saca; indicações que podem avançar para R$ 173,00/175,00 para junho/julho. Em Paranaguá, no mercado spot, interesse entre R$ 178,00/179,00 – dependendo de prazos de entrega e pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera novamente em alta, de 8 a 10 cents, cotada a U$ 5,95/maio, neste momento, manhã de segunda-feira.
– Mercado segue em alta principalmente pelo clima adverso nos EUA nesta fase inicial de plantio da safra 2021/22. Observando isso, investidores se posicionam na ponta compradora e acabam impulsionando o mercado para novos ganhos.
– Com adversidades no clima das Américas do Sul e Norte, mercado fica bastante nervoso, com atenções redobradas sobre a demanda, tanto interna quanto externa.
– De acordo com o analista Paulo Molinari, da agência Safras & Mercado, o abastecimento interno neste primeiro semestre, está começando a evidenciar os problemas que podem, normalmente, ser controlados e ajustados por meio da importação. Contudo, com taxa de câmbio e preços internacionais altos esta opção fica mais distante e menos viável.
– No mercado interno, o volume de ofertas segue limitado. Os preços se mantêm em constantes altas, diante das preocupações crescentes com irregularidades climáticas e com a implantação tardia das lavouras. De outro lado, o forte incremento no custo dos insumos vem impondo dificuldades para a cadeia produtiva de carnes, que sinaliza com redução no alojamento de animais.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 100,00/102,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 81,00/83,00 por saca para embarque em julho/agosto.

CÂMBIO – Dólar opera estável neste momento, cotado em R$5,58. Na sexta-feira, fechou a R$5,585 (Granoeste – Camilo / Stephan)